Sei que estou atrasado, só vi esse vídeo ontem, mas não dá pra deixar passar:
Veja aqui a comparação com o original:
E pra não perder nenhuma indireta, aqui tem as referências. Sei que piada não se explica, mas...
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terça-feira, 26 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
Big Brother Brasil um programa imbecil
Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
terça-feira, 7 de junho de 2011
A longa greve da Volks do Paraná
Por Altamiro Borges em seu Blog.
Uma das formas mais eficientes de manipular a informação é omitir os fatos. Há mais de 30 dias os metalúrgicos da Volkswagen de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), estão em greve por melhores salários. A chamada grande mídia, porém, não aborda o conflito, protegendo a imagem da poderosa multinacional alemã, umas das principais anunciantes do país.
A paralisação, iniciada em 6 de maio, foi motivada pela recusa da empresa em elevar a Participação nos Lucros e Resultados. Os operários exigem R$ 12 mil de PLR, mas a multinacional só aceita conceder R$ 5,2 mil. A Volks lidera o ranking das montadoras no Brasil, auferindo enormes lucros e remetendo fortunas para a sua matriz. Mesmo assim, ela esbanja intransigência contra a reivindicação sindical. Prefere ter prejuízos a atender os trabalhadores.
Campanha de solidariedade
No trigésimo dia de greve, a fábrica com 3.100 operários havia deixado de produzir 17.820 veículos, nos modelos Golf, CrossFox e Fox, acumulando prejuízo de R$ 713 milhões. “A Volks prefere perder meio bilhão de reais quando menos de 1% disso já seria suficiente para atender a nossa reivindicação. Parece ilógico”, observa Jamil Davila, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. Para ele, a multinacional pratica “uma matemática de doido”. A motivação é política e não econômica.
Nesta segunda-feira, dia 6, lideranças metalúrgicas de várias partes do país e de distintas centrais sindicais promoveram um ato de solidariedade aos grevistas do Paraná em frente ao portão da Volkswagen. A idéia é intensificar a campanha nacional de apoio aos trabalhadores e de repúdio à truculência da multinacional alemã.
Uma das formas mais eficientes de manipular a informação é omitir os fatos. Há mais de 30 dias os metalúrgicos da Volkswagen de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), estão em greve por melhores salários. A chamada grande mídia, porém, não aborda o conflito, protegendo a imagem da poderosa multinacional alemã, umas das principais anunciantes do país.
A paralisação, iniciada em 6 de maio, foi motivada pela recusa da empresa em elevar a Participação nos Lucros e Resultados. Os operários exigem R$ 12 mil de PLR, mas a multinacional só aceita conceder R$ 5,2 mil. A Volks lidera o ranking das montadoras no Brasil, auferindo enormes lucros e remetendo fortunas para a sua matriz. Mesmo assim, ela esbanja intransigência contra a reivindicação sindical. Prefere ter prejuízos a atender os trabalhadores.
Campanha de solidariedade
No trigésimo dia de greve, a fábrica com 3.100 operários havia deixado de produzir 17.820 veículos, nos modelos Golf, CrossFox e Fox, acumulando prejuízo de R$ 713 milhões. “A Volks prefere perder meio bilhão de reais quando menos de 1% disso já seria suficiente para atender a nossa reivindicação. Parece ilógico”, observa Jamil Davila, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. Para ele, a multinacional pratica “uma matemática de doido”. A motivação é política e não econômica.
Nesta segunda-feira, dia 6, lideranças metalúrgicas de várias partes do país e de distintas centrais sindicais promoveram um ato de solidariedade aos grevistas do Paraná em frente ao portão da Volkswagen. A idéia é intensificar a campanha nacional de apoio aos trabalhadores e de repúdio à truculência da multinacional alemã.
O novo disco dos Arctic Monkeys e sua polêmica(?) capa
Veja o que diz o Lucio Ribeiro em seu blog:
Não caiu bem nos Estados Unidos o título do novo álbum do Arctic Monkeys – “Suck It and See” – que será colocado à venda pelas lojas locais no próximo dia 7, já vazou faz tempo na internet e está em streaming no site da banda. Algumas dessas lojas, especialmente grandes redes, afirmam que vão censurar a capa mais simples dos últimos anos, colocando adesivos em cima do título, pois o consideram “rude e desrespeitoso”, como disse o Alex Turner em entrevista para a rádio inglesa XFM.
Vejam a capa:
Já ouvi o disco, que sai hoje na inglaterra mas vazou antes na rede, e escrevi sobre ele para o Wonkazine. Na real escrevi sobre a banda como um todo. Vejam o primeiro parágrafo:
O título nem causa espanto se você conhece a turma. A referência é clara à instrução impressa na capa do disco “Velvet Underground and Nico”, desenhada por Andy Wharol: “Peel slowly and see”. Se no melhor disco de todos os tempos você deveria puxar para ver o que teria para chupar, no quarto disco dos Macacos Polares você tem que chupar para ver, mas... o quê?
Independente do enigma e da polêmica, é uma banda gigante que faz um pusta som, dos melhores. Chupe e ouça!
Não caiu bem nos Estados Unidos o título do novo álbum do Arctic Monkeys – “Suck It and See” – que será colocado à venda pelas lojas locais no próximo dia 7, já vazou faz tempo na internet e está em streaming no site da banda. Algumas dessas lojas, especialmente grandes redes, afirmam que vão censurar a capa mais simples dos últimos anos, colocando adesivos em cima do título, pois o consideram “rude e desrespeitoso”, como disse o Alex Turner em entrevista para a rádio inglesa XFM.
Vejam a capa:
Bem, na capa mesmo não tem aquele X sobre o "suck".
O título nem causa espanto se você conhece a turma. A referência é clara à instrução impressa na capa do disco “Velvet Underground and Nico”, desenhada por Andy Wharol: “Peel slowly and see”. Se no melhor disco de todos os tempos você deveria puxar para ver o que teria para chupar, no quarto disco dos Macacos Polares você tem que chupar para ver, mas... o quê?
Independente do enigma e da polêmica, é uma banda gigante que faz um pusta som, dos melhores. Chupe e ouça!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
A banda mais repetitiva da cidade. Temos assunto!
Relembrando, só podemos zoar de algo que existe. O fato dessa banda existir já é excelente. Muito excelente!
MELHOR, essa versão só tem 3 minutos!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
A banda mais feia da cidade - Lei da física: toda ação...
A unanimidade tava me incomodando. Eu me perguntava se era só eu que achava a canção "oração" bonitinha, mas repetitiva. O fato é que "A banda mais bonita da cidade" é um fenômeno nacional depois do clipe (bem legal) ter bombado com centenas de milhares de visualizações no you tube.
Mas há também muita gente que não gostou. Normal.
Mas, enfim, a reação esculhambativa só confirma o fenômeno.
Mas há também muita gente que não gostou. Normal.
Mas, enfim, a reação esculhambativa só confirma o fenômeno.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Marcos Bagno: o livro didático e a ignorância da grande imprensa
Logo depois que escrevi o texto logo ali abaixo, encontrei esse do Marcos Bagno, no Vermelho. O Marcos Bagno é um dos autores que embasou meu pensamento sociolinguístico na faculdade. Vale muito a pena ler.
Via Portal Vermelho.
Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.
Por Marcos Bagno*, em seu site
Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).
Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.
Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana.
Via Portal Vermelho.
Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.
Por Marcos Bagno*, em seu site
Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).
Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.
Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana.
A polêmica do livro de português, o certo e o errado
A graduação (licenciatura) em Letras pela UFPR me serviu para algumas coisas. Uma profunda ligação com a boemia da região da Reitoria (as cervejas mais baratas do Centro) e algumas coisinhas que aprendi sobre língua e literatura.
Uma das coisas mais importantes que aprendi é que a língua é um instrumento de poder, muito mais avassalador do que imagina a maioria das pessoas. Ela serve para delimitar fronteiras e, principalmente, para dividir a sociedade em classes. Isso de maneira quase sempre inconsciente e por isso considerada natural.
Essa noção é fundamental para discutirmos o que é erro, em se tratando de língua.
Do ponto de vista da linguistica, o erro acontece quando a comunicação fica prejudicada. Por exemplo, você encontra um estrangeiro na rua, ele tenta falar português mas não consegue e você não entende nada do que ele diz. Aí há erro.
De resto, a língua é um conjunto de variedades, algumas com mais, outras com menos prestígio. A variedade que tiver mais prestígio será a norma culta padrão. Por que é melhor? NÃO. Simplesmente por que é a variedade falada pelas classes dominantes.
As demais variedades são mais ou menos aceitas e conferem mais ou menos prestígio social às pessoas que as falam.
Para mim, a recente polêmica acerca do livro Por uma vida melhor, da coleção Viver, Aprender,aprovado pelo MEC e adotado por diversas escolas Brasil afora, é uma polêmica sobre poder, dominação, ódio de classe. Talvez, para muitos, de forma inconsciente, mas é.
Quando uma criança vai à escola ela deve aprender a variante culta padrão da língua por uma questão de justiça, para que não sofra discriminação por não dominar essa variante. Quem não domina minimamente a variante culta padrão terá dificuldades na educação formal, para se relacionar e ser aceito em determinados círculos sociais, para conseguir emprego, etc. Será um cidadão de segunda classe, um capial.
Agora, essa criança, quando vai para a escola, é convencida de que a variante de língua que ela aprendeu com seus pais e familiares é errada. O que ela vai pensar? "Meus pais são burros e se eu não aprender o 'certo', eu sou burro também. Eu não sirvo. Somos todos burros na minha família por que falamos português errado".
ISSO É UM ABSURDO! UMA CRUELDADE!
Todas as crianças devem ter acesso à língua culta padrão. É uma questão de sobrevivência. Mas o ensino dessa variante não deve se basear na noção de erro e acerto.
Lutamos diariamente contra diversos preconceitos. Lutar contra o preconceito linguístcio é ainda uma luta muita inglória, pois envolve questões como alta cultura e estética. Mas não venham me dizer que uma variante é melhor ou mais bonita que outra.
Se duvidar, vá ler Patativa de Assaré, Guimarães Rosa, Ariano Suassuna ou ouvir Tonico e Tinoco, Pena Branca e Xavantinho, Inezita Barroso, Adoniram Barbosa, etc. Esses e tantos outros artistas brasileiros registraram e fizeram poesia com variantes da língua portuguesa diferentes da norma culta padrão.
Reproduzo a letra de Cuitelinho, que é de domínio público e foi coletada por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó. Nós não falamos assim, mas tem gente que vive e fala. Vá lá dizer pra eles que tá errado, vá!
Cuitelinho
Cheguei na beira do porto
Onde as ondas se espáia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai, ai, ai
Aí quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai
A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai
Uma das coisas mais importantes que aprendi é que a língua é um instrumento de poder, muito mais avassalador do que imagina a maioria das pessoas. Ela serve para delimitar fronteiras e, principalmente, para dividir a sociedade em classes. Isso de maneira quase sempre inconsciente e por isso considerada natural.
Essa noção é fundamental para discutirmos o que é erro, em se tratando de língua.
Do ponto de vista da linguistica, o erro acontece quando a comunicação fica prejudicada. Por exemplo, você encontra um estrangeiro na rua, ele tenta falar português mas não consegue e você não entende nada do que ele diz. Aí há erro.
De resto, a língua é um conjunto de variedades, algumas com mais, outras com menos prestígio. A variedade que tiver mais prestígio será a norma culta padrão. Por que é melhor? NÃO. Simplesmente por que é a variedade falada pelas classes dominantes.
As demais variedades são mais ou menos aceitas e conferem mais ou menos prestígio social às pessoas que as falam.
Para mim, a recente polêmica acerca do livro Por uma vida melhor, da coleção Viver, Aprender,aprovado pelo MEC e adotado por diversas escolas Brasil afora, é uma polêmica sobre poder, dominação, ódio de classe. Talvez, para muitos, de forma inconsciente, mas é.
Quando uma criança vai à escola ela deve aprender a variante culta padrão da língua por uma questão de justiça, para que não sofra discriminação por não dominar essa variante. Quem não domina minimamente a variante culta padrão terá dificuldades na educação formal, para se relacionar e ser aceito em determinados círculos sociais, para conseguir emprego, etc. Será um cidadão de segunda classe, um capial.
Agora, essa criança, quando vai para a escola, é convencida de que a variante de língua que ela aprendeu com seus pais e familiares é errada. O que ela vai pensar? "Meus pais são burros e se eu não aprender o 'certo', eu sou burro também. Eu não sirvo. Somos todos burros na minha família por que falamos português errado".
ISSO É UM ABSURDO! UMA CRUELDADE!
Todas as crianças devem ter acesso à língua culta padrão. É uma questão de sobrevivência. Mas o ensino dessa variante não deve se basear na noção de erro e acerto.
Lutamos diariamente contra diversos preconceitos. Lutar contra o preconceito linguístcio é ainda uma luta muita inglória, pois envolve questões como alta cultura e estética. Mas não venham me dizer que uma variante é melhor ou mais bonita que outra.
Se duvidar, vá ler Patativa de Assaré, Guimarães Rosa, Ariano Suassuna ou ouvir Tonico e Tinoco, Pena Branca e Xavantinho, Inezita Barroso, Adoniram Barbosa, etc. Esses e tantos outros artistas brasileiros registraram e fizeram poesia com variantes da língua portuguesa diferentes da norma culta padrão.
Reproduzo a letra de Cuitelinho, que é de domínio público e foi coletada por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó. Nós não falamos assim, mas tem gente que vive e fala. Vá lá dizer pra eles que tá errado, vá!
Cuitelinho
Cheguei na beira do porto
Onde as ondas se espáia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai, ai, ai
Aí quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai
A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai
terça-feira, 17 de maio de 2011
Alto funcionário da inteligência dos EUA diz que Bin Laden morreu em 2001
Não costumo dar muita atenção a esse tipo de informação. Há umas duas semanas escrevi um texto sobre o caso da morte/assassinato do Bin Laden. Aquela é a minha opinião. Mas esse texto é interessante. Tirem suas conclusões:
Via Midia Crucis e Redecastorphoto.
Bin Laden morreu em 2001. O 11/9 foi serviço interno”
4/5/2011, Paul Joseph Watson, “False Flag Attack Theory”, Prisonplanet
Top US Government Insider: Bin Laden Died In 2001, 9/11 A False Flag
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
L. A. Moniz Bandeira
“Confirma tudo o que revelei em meu livro Formação do Império Americano. Abs., Moniz.”
O Dr. Steve R. Pieczenik [1] não pode ser acusado de servir a alguma “teoria conspiratória”. Foi assistente do Secretário de Estado de três presidentes (Nixon, Ford e Carter), trabalhou para os governos de Reagan e Bush pai, e ainda é consultor do Departamento de Defesa. Ex-capitão da Marinha dos EUA, Pieczenik recebeu duas vezes o prestigioso prêmio Harry C. Solomon da Escola de Medicina de Harvard, ao tempo em que completava seu doutoramento no MIT.
Recrutado por Lawrence Eagleburger para trabalhar como assistente do secretário de Estado para Assuntos de Administração, Pieczenik desenvolveu “os princípios básicos da guerra psicológica e do contraterrorismo, além de estratégicas e táticas para negociações transculturais para o Departamento de Estado, comunidades militares e de inteligência e outras agências do governo dos EUA”, ao mesmo tempo em que desenvolvia os primeiros fundamentos teóricos das estratégias para resgatar reféns, que são hoje itens de manuais usados em todo o mundo.
Pieczenik foi técnico sênior de planejamento de políticas públicas de Henry Kissinger, Cyrus Vance, George Schultz e James Baker e trabalhou na campanha eleitoral de George W. Bush contra Al Gore. É conhecido por ser dos nomes mais profundamente conectados com os círculos de inteligência nos EUA há mais de três décadas. (O agente Jack Ryan, personagem de vários romances de Tom Clancy, representado por Harrison Ford no filme “Jogos Patrióticos”, de 1992, foi inspirado na vida de Steve Pieczenik.)
Em abril de 2002, há mais de nove anos, Pieczenik disse, em entrevista ao programa Alex Jones Show [2] que Bin Laden “morreu há vários meses” e que o governo esperava ocasião mais politicamente importante para apresentar o cadáver. O depoimento de Pieczenik foi considerado verdadeiro, porque conhecia bin Laden pessoalmente, desde quando trabalhou em íntima associação com ele, na guerra contra os soviéticos no Afeganistão, no início dos anos 1980, quando bin Laden era aliado dos EUA.
Pieczenik disse, naquela ocasião, que Osama Bin Laden morrera em 2001, “Não por ação de forças especiais, mas de uma doença chamada Síndrome de Marfan, como sabem todos os médicos da CIA que trataram dele e todo o setor de inteligência que sempre soube de tudo isso”. Disse também que o governo dos EUA já sabia que bin Laden estava morto, desde bem antes de o país invadir o Afeganistão. A Síndrome de Marfan é doença genética degenerativa incurável, que encurta consideravelmente a expectativa de vida dos doentes.
“Morreu da Síndrome de Marfan. Bush Filho sabia disso, toda a comunidade de inteligência sempre soube”, disse Pieczenik, que lembrou também que vários médicos da CIA visitaram Bin Laden em julho de 2001 no Hospital Americano em Dubai.
“A Síndrome estava evoluindo e ele estava morrendo. Evidentemente ninguém o matou,” acrescentou Pieczenik. Disse também que Bin Laden morreu pouco depois do 11/9, no complexo onde vivia em Tora Bora.
“Se a pergunta é se a comunidade de inteligência e os médicos da CIA sabiam de tudo isso, a resposta é sim, categoricamente sim” disse Pieczenik, ao comentar as notícias de que bin Laden teria sido morto no Paquistão. “Aquela cena em que se veem várias pessoas olhando para uma tela de televisão, como se estivessem assistindo a cenas impressionantes, é completa loucura” – disse ele, sobre as imagens divulgadas pela Casa Branca, nas quais Biden, Obama e Hillary Clinton estariam assistindo ao assassinato de Bin Laden ao vivo, pela televisão.
Continue lendo.
Via Midia Crucis e Redecastorphoto.
Bin Laden morreu em 2001. O 11/9 foi serviço interno”
4/5/2011, Paul Joseph Watson, “False Flag Attack Theory”, Prisonplanet
Top US Government Insider: Bin Laden Died In 2001, 9/11 A False Flag
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
L. A. Moniz Bandeira
“Confirma tudo o que revelei em meu livro Formação do Império Americano. Abs., Moniz.”
O Dr. Steve R. Pieczenik [1] não pode ser acusado de servir a alguma “teoria conspiratória”. Foi assistente do Secretário de Estado de três presidentes (Nixon, Ford e Carter), trabalhou para os governos de Reagan e Bush pai, e ainda é consultor do Departamento de Defesa. Ex-capitão da Marinha dos EUA, Pieczenik recebeu duas vezes o prestigioso prêmio Harry C. Solomon da Escola de Medicina de Harvard, ao tempo em que completava seu doutoramento no MIT.
Recrutado por Lawrence Eagleburger para trabalhar como assistente do secretário de Estado para Assuntos de Administração, Pieczenik desenvolveu “os princípios básicos da guerra psicológica e do contraterrorismo, além de estratégicas e táticas para negociações transculturais para o Departamento de Estado, comunidades militares e de inteligência e outras agências do governo dos EUA”, ao mesmo tempo em que desenvolvia os primeiros fundamentos teóricos das estratégias para resgatar reféns, que são hoje itens de manuais usados em todo o mundo.
Pieczenik foi técnico sênior de planejamento de políticas públicas de Henry Kissinger, Cyrus Vance, George Schultz e James Baker e trabalhou na campanha eleitoral de George W. Bush contra Al Gore. É conhecido por ser dos nomes mais profundamente conectados com os círculos de inteligência nos EUA há mais de três décadas. (O agente Jack Ryan, personagem de vários romances de Tom Clancy, representado por Harrison Ford no filme “Jogos Patrióticos”, de 1992, foi inspirado na vida de Steve Pieczenik.)
Em abril de 2002, há mais de nove anos, Pieczenik disse, em entrevista ao programa Alex Jones Show [2] que Bin Laden “morreu há vários meses” e que o governo esperava ocasião mais politicamente importante para apresentar o cadáver. O depoimento de Pieczenik foi considerado verdadeiro, porque conhecia bin Laden pessoalmente, desde quando trabalhou em íntima associação com ele, na guerra contra os soviéticos no Afeganistão, no início dos anos 1980, quando bin Laden era aliado dos EUA.
Pieczenik disse, naquela ocasião, que Osama Bin Laden morrera em 2001, “Não por ação de forças especiais, mas de uma doença chamada Síndrome de Marfan, como sabem todos os médicos da CIA que trataram dele e todo o setor de inteligência que sempre soube de tudo isso”. Disse também que o governo dos EUA já sabia que bin Laden estava morto, desde bem antes de o país invadir o Afeganistão. A Síndrome de Marfan é doença genética degenerativa incurável, que encurta consideravelmente a expectativa de vida dos doentes.
“Morreu da Síndrome de Marfan. Bush Filho sabia disso, toda a comunidade de inteligência sempre soube”, disse Pieczenik, que lembrou também que vários médicos da CIA visitaram Bin Laden em julho de 2001 no Hospital Americano em Dubai.
“A Síndrome estava evoluindo e ele estava morrendo. Evidentemente ninguém o matou,” acrescentou Pieczenik. Disse também que Bin Laden morreu pouco depois do 11/9, no complexo onde vivia em Tora Bora.
“Se a pergunta é se a comunidade de inteligência e os médicos da CIA sabiam de tudo isso, a resposta é sim, categoricamente sim” disse Pieczenik, ao comentar as notícias de que bin Laden teria sido morto no Paquistão. “Aquela cena em que se veem várias pessoas olhando para uma tela de televisão, como se estivessem assistindo a cenas impressionantes, é completa loucura” – disse ele, sobre as imagens divulgadas pela Casa Branca, nas quais Biden, Obama e Hillary Clinton estariam assistindo ao assassinato de Bin Laden ao vivo, pela televisão.
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Carta do Encontro Estadual dos Blogueiros Progressistas
Não pude participar do encontro. Tive visita familiar e minha casa ficou cheia. Mas transcrevo a carta resultante do encontro:
Carta do I Encontro Estadual dos Blogueiros Progressistas do Paraná
Ao cumprirem-se 47 anos do golpe militar que implantou a mais longa ditadura política da América Latina e o mais longo período de censura à imprensa e às liberdades democráticas no Brasil, nosso país passa por um momento singular na história da comunicação social e da própria sociedade. Como em tempos não muito remotos, a evolução técnica – ‘a descoberta da imprensa’ – exige que a sociedade reformule sua estrutura.
A comunicação social tem estreita relação com a estrutura de poder.
Isso fica meridianamente claro quando o documentário “Um dia que durou 21 anos” dirigido por Camilo Tavares, mostra com base em documentos e testemunhos, a forma como a chamada “grande imprensa” e o embaixador dos Estados Unidos da América, Lincoln Gordon foram a liderança “de facto” não só do golpe de primeiro de abril de 1964, mas do próprio governo golpista.
Uma realidade caracterizada pela excessiva e flagrante concentração dos meios em mãos de poucas e enormes empresas, mas de caráter quase familiares, ligadas por uma extensa rede de dependência econômica e financeira com grupos e governo de uma potencia estrangeira, denuncia o caráter anti-democrático e anti-nacional do enorme poder de fato exercido por estas empresas.
O exercício pleno da liberdade de expressão e comunicação, até agora exercido apenas por uma estrutura oligárquica de propriedade dos meios, ganha impulso novo com a estrutura descentralizada e participativa proporcionada pelas redes digitais.
O fato de um cidadão comum ser agente de comunicação, publicando sua visão de mundo quase sem intermediários, de maneira relativamente fácil e rica em recursos, inaugura um paradigma oposto ao que permanece vigente e hegemônico no momento.
A realidade social brasileira está completamente imersa nesse contexto. Em algum tempo, a maioria dos brasileiros se deu conta da grande lacuna existente entre a informação transmitida pelos meios tradicionais hegemônicos e a realidade que se observa ao redor.
De forma imprescindível, a comunicação independente alcançou círculos sociais maiores, de forma a oferecer o contraditório ausente na mídia corporativa e tradicional, comprometida com uma mesma e ultrapassada visão unilateral e imperial do mundo e baseada na propriedade exclusiva de pesadas estruturas de impressão, difusão e produção das informações.
A formação gradual de uma rede anti-hegemônica, em favor da comunicação social efetiva e não exclusivamente de interesses empresariais, foi conseqüência natural não só da evolução técnica mas também política da sociedade.
É como resultado dessa evolução que se dá o Primeiro Encontro dos Blogueiros Progressistas do Paraná, como desdobramento do Primeiro Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas.
Mas, o que significa ser um blogueiro progressista? Qual a distinção que se faz do restante da comunidade blogueira?
O blogueiro progressista tem noção do seu papel inovador e (por que não dizer?), revolucionário diante da estrutura oligárquica de concentração dos meios de comunicação, que priva o cidadão comum da informação objetiva e necessária para a sua vida e visão de mundo.
O blogueiro progressista é contra a ditadura midiática, a favor da justiça social, da democratização da comunicação e da liberdade de expressão.
Neste sentido, o nosso movimento tem um caráter efetivamente plural, amplo, contemplando toda a diversidade dos meios, ferramentas e veículos que operam na rede mundial de computadores.
A blogosfera progressista se articula não apenas pela Internet, mas também em eventos e atos públicos, via campanhas unitárias, plataformas unificadoras, coordenando as suas ações por um novo marco regulatório dos meios de comunicação e por um Brasil mais democrático e justo.
É buscando superar as limitações empresariais e ideológicas em que estão circunscritos os meios estabelecidos que o blogueiro progressista contribui para a evolução social, oferecendo à sociedade a informação necessária para melhor tomar suas decisões.
Os blogueiros progressistas do Paraná somam-se a esse movimento nacional a favor do efetivo direito de informação e comunicação de todos os brasileiros, como condição essencial de cidadania.
Para garantir esse direito reivindicamos o acesso popular aos meios, em todas as suas modalidades, de forma especial, o acesso universal à rede mundial de computadores (Internet), pela implementação do Plano Nacional de Banda Larga público.
Além disso, denunciamos o abuso de donos de jornais, rádios e emissoras de TV, chefes de redação e autoridades contra o livre direito de informar, através de constrangimentos jurídicos, intimidações verbais e até físicas que vem sofrendo diversos comunicadores independentes no Brasil e, especificamente no Paraná, na pessoa de nosso companheiro jornalista e blogueiro Esmael Morais.
Afinal, o parágrafo 2º do artigo 220 da Constituição Federal determina que é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística, sem limitar-se essa proibição aos governos mas também aos meios privados de comunicação. Mas mesmo assim, ainda hoje, em pleno regime democrático e sob o estado de direito, são infelizmente ainda muitos aqueles que, dentro das empresas privadas de informação vetam, editam e distorcem matérias e reportagens elaboradas por profissionais do jornalismo para adaptá-las ao jogo político de poder no qual seus donos teimam em querer ser sempre os maiores vencedores.
Finalmente, conclamamos todas as pessoas a defenderem a comunicação livre e popular como um direito básico e fundamental de cidadania, condição essencial para que se estabeleça uma sociedade justa e livre.
Curitiba, 10 de abril de 2011.
Visite: http://paranablogs.wordpress.com/
Carta do I Encontro Estadual dos Blogueiros Progressistas do Paraná
Ao cumprirem-se 47 anos do golpe militar que implantou a mais longa ditadura política da América Latina e o mais longo período de censura à imprensa e às liberdades democráticas no Brasil, nosso país passa por um momento singular na história da comunicação social e da própria sociedade. Como em tempos não muito remotos, a evolução técnica – ‘a descoberta da imprensa’ – exige que a sociedade reformule sua estrutura.
A comunicação social tem estreita relação com a estrutura de poder.
Isso fica meridianamente claro quando o documentário “Um dia que durou 21 anos” dirigido por Camilo Tavares, mostra com base em documentos e testemunhos, a forma como a chamada “grande imprensa” e o embaixador dos Estados Unidos da América, Lincoln Gordon foram a liderança “de facto” não só do golpe de primeiro de abril de 1964, mas do próprio governo golpista.
Uma realidade caracterizada pela excessiva e flagrante concentração dos meios em mãos de poucas e enormes empresas, mas de caráter quase familiares, ligadas por uma extensa rede de dependência econômica e financeira com grupos e governo de uma potencia estrangeira, denuncia o caráter anti-democrático e anti-nacional do enorme poder de fato exercido por estas empresas.
O exercício pleno da liberdade de expressão e comunicação, até agora exercido apenas por uma estrutura oligárquica de propriedade dos meios, ganha impulso novo com a estrutura descentralizada e participativa proporcionada pelas redes digitais.
O fato de um cidadão comum ser agente de comunicação, publicando sua visão de mundo quase sem intermediários, de maneira relativamente fácil e rica em recursos, inaugura um paradigma oposto ao que permanece vigente e hegemônico no momento.
A realidade social brasileira está completamente imersa nesse contexto. Em algum tempo, a maioria dos brasileiros se deu conta da grande lacuna existente entre a informação transmitida pelos meios tradicionais hegemônicos e a realidade que se observa ao redor.
De forma imprescindível, a comunicação independente alcançou círculos sociais maiores, de forma a oferecer o contraditório ausente na mídia corporativa e tradicional, comprometida com uma mesma e ultrapassada visão unilateral e imperial do mundo e baseada na propriedade exclusiva de pesadas estruturas de impressão, difusão e produção das informações.
A formação gradual de uma rede anti-hegemônica, em favor da comunicação social efetiva e não exclusivamente de interesses empresariais, foi conseqüência natural não só da evolução técnica mas também política da sociedade.
É como resultado dessa evolução que se dá o Primeiro Encontro dos Blogueiros Progressistas do Paraná, como desdobramento do Primeiro Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas.
Mas, o que significa ser um blogueiro progressista? Qual a distinção que se faz do restante da comunidade blogueira?
O blogueiro progressista tem noção do seu papel inovador e (por que não dizer?), revolucionário diante da estrutura oligárquica de concentração dos meios de comunicação, que priva o cidadão comum da informação objetiva e necessária para a sua vida e visão de mundo.
O blogueiro progressista é contra a ditadura midiática, a favor da justiça social, da democratização da comunicação e da liberdade de expressão.
Neste sentido, o nosso movimento tem um caráter efetivamente plural, amplo, contemplando toda a diversidade dos meios, ferramentas e veículos que operam na rede mundial de computadores.
A blogosfera progressista se articula não apenas pela Internet, mas também em eventos e atos públicos, via campanhas unitárias, plataformas unificadoras, coordenando as suas ações por um novo marco regulatório dos meios de comunicação e por um Brasil mais democrático e justo.
É buscando superar as limitações empresariais e ideológicas em que estão circunscritos os meios estabelecidos que o blogueiro progressista contribui para a evolução social, oferecendo à sociedade a informação necessária para melhor tomar suas decisões.
Os blogueiros progressistas do Paraná somam-se a esse movimento nacional a favor do efetivo direito de informação e comunicação de todos os brasileiros, como condição essencial de cidadania.
Para garantir esse direito reivindicamos o acesso popular aos meios, em todas as suas modalidades, de forma especial, o acesso universal à rede mundial de computadores (Internet), pela implementação do Plano Nacional de Banda Larga público.
Além disso, denunciamos o abuso de donos de jornais, rádios e emissoras de TV, chefes de redação e autoridades contra o livre direito de informar, através de constrangimentos jurídicos, intimidações verbais e até físicas que vem sofrendo diversos comunicadores independentes no Brasil e, especificamente no Paraná, na pessoa de nosso companheiro jornalista e blogueiro Esmael Morais.
Afinal, o parágrafo 2º do artigo 220 da Constituição Federal determina que é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística, sem limitar-se essa proibição aos governos mas também aos meios privados de comunicação. Mas mesmo assim, ainda hoje, em pleno regime democrático e sob o estado de direito, são infelizmente ainda muitos aqueles que, dentro das empresas privadas de informação vetam, editam e distorcem matérias e reportagens elaboradas por profissionais do jornalismo para adaptá-las ao jogo político de poder no qual seus donos teimam em querer ser sempre os maiores vencedores.
Finalmente, conclamamos todas as pessoas a defenderem a comunicação livre e popular como um direito básico e fundamental de cidadania, condição essencial para que se estabeleça uma sociedade justa e livre.
Curitiba, 10 de abril de 2011.
Visite: http://paranablogs.wordpress.com/
segunda-feira, 4 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
I Encontro de Blogueiros Progressistas no Paraná
Será realizado nos próximos dias 09 e 10 de abril o I Encontro de Blogueiros Progressistas no Paraná. O evento será no Hotel Trevi, Rua Ébano Pereira, 139 - Centro, Curitiba e contará com a participação de Beto Almeida, Diretor da Telesur; Valter Sanches, Presidente da TV dos Trabalhadores; Altamiro Borges, Coordenador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé” e Vito Giannotti, Coordenador do NPC – Núcleo Piratininga de Comunicação.
O Encontro Estadual é organizado sob o conceito de rede, de construção coletiva de conhecimento, ou seja, como um espaço aberto e democrático que permite aos ativistas da blogosfera e da internet se conhecerem, trocarem experiências e estabelecerem laços de amizade, trabalho e cooperação que melhor lhes convier.
A Blogosfera Progressista é um movimento amplo e independente de partidos políticos, empresas, governos e sindicatos, mas que Democraticamente coopera e dialoga com toda a sociedade civil organizada ou não!
Se você é blogueiro(a), progressista, e se interessa pelo tema, acesse: http://paranablogs.wordpress.com/
Lá você encontra a programação completa, a ficha de inscrição e demais informações.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Psicólogos advertem: manipulação da mídia faz mal à saúde
Via Portal Vermelho: http://www.vermelho.org.br/
Campanha do Conselho Federal de Psicologia (CFP) compara manipulação da mídia à indústria farmacêutica. "Se nós não conseguirmos converncer as pessoas de que informação muda a cognição, o aprendizado, a mandeira de como você lê o mundo, nós vamos, a vida toda, pegar a receita, passar na farmácia, tomar o remédio que, às vezes, não era necessário", afirma Juliano de Carvalho, jornalista.
Campanha do Conselho Federal de Psicologia (CFP) compara manipulação da mídia à indústria farmacêutica. "Se nós não conseguirmos converncer as pessoas de que informação muda a cognição, o aprendizado, a mandeira de como você lê o mundo, nós vamos, a vida toda, pegar a receita, passar na farmácia, tomar o remédio que, às vezes, não era necessário", afirma Juliano de Carvalho, jornalista.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
O que estou lendo, ouvindo e assistindo
Nesses tempos de internet, a gente nada, às vezes de braçada, às vezes cachorrinho, para não se afogar nesse mar de (des)informação. Há quem diga que o excesso de informação conduz ao palácio da ignorância e da apatia, talvez... Acho que não é o caso de reclamar, nem de dizer que antes era melhor, por que não era. A memória é seletiva. Acho sim que é o caso de se ter método. Estou criando o meu.
No caso da leitura, a internet é imbatível para atualidades e para textos curtos. É só procurar que tem para todos os gostos. Os sites de notícias são legais pela rapidez, mas quando a gente procura o mínimo de profundidade, é melhor mergulhar no mundo dos blogs. Os jornais impressos mantêm algum charme. Por dever de ofício, folheio diariamente a Gazeta do Povo, o Estado do Paraná e a Folha de Londrina, mas são bem fraquinhos. Valem pelos colunistas, pelos cadernos de cultura, pelas charges e para saber qual a ordem de prioridade de certos círculos de poder. Mas é pouco, muito pouco.
Em se falando de livros, continuo sendo consumidor de sebos. De tempos em tempos, compro uma porção de livros e vou consumindo-os no meu ritmo. Acha-se preciosidades nos sebos curitibanos a preços bem razoáveis, então, na maioria das vezes, eu prefiro gastar 50tão e adquirir cinco ou seis livros velhos, do que comprar um livro novo. Afinal, os livros novos um dia serão velhos. Atualmente estou lendo só um, que ganhei: Fontes Murmurantes do Manoel Carlos Karan.
Ouvir... bom, eu sou Dj, então, também por dever de ofício tenho que ouvir muita coisa, nem sempre agradável. Mas o ouvido engana, e assim como o paladar, o gosto a gente tem que cultivar. Como eu discoteco principalmente indie rock e eletro num bar alternativo jovem (Wonka) uma excelente fonte é o In New Music We Trust, (eles confiam eu nem sempre!) que é um coletivo daqui de Curitiba. O trabalho deles é muito legal. No site tem singles, álbuns, eps, clips, remixes e mash ups; tudo com muita informação. Confira:
www.innewmusicwetrust.com.br Além do INMWT, eu pego referências em blogs afins e baixo as coisas por torrent ou em links diretos. É só percorrer esses blogs que os links pipocam.
Além da internet, muita coisa que eu ouço eu cato em sebo, em vinil. Nem é saudosismo ou coisa de colecionador. Faça as contas: há vinis usados de excelente qualidade a partir de R$ 5,00. É claro que as rariddes podem chegar a R$ 200, 300 e até mais, mas aí eu cato o mp3 mesmo. Para mim, o CD morreu.
Por fim, eu assisto séries. Acho o formato perfeito. Vou na louca doira, ou baixo da internet mesmo, e me farto. Eu e a Ju já matamos de testa diversas séries: Arquivo X, Medium, CSI, CSI Miami, CSI NY, Jekyll, Samantha Who, The Big Bang Theory, Mandrake, 9mm São Paulo, O Sistema, My Name is Earl, etc.
Por que falei tudo isso? Por que vou por uma barra aí do lado direito informando o que estou ouvindo, o que estou lendo e o que estou assistindo no momento. Se alguma dica calhar, divirta-se.
No caso da leitura, a internet é imbatível para atualidades e para textos curtos. É só procurar que tem para todos os gostos. Os sites de notícias são legais pela rapidez, mas quando a gente procura o mínimo de profundidade, é melhor mergulhar no mundo dos blogs. Os jornais impressos mantêm algum charme. Por dever de ofício, folheio diariamente a Gazeta do Povo, o Estado do Paraná e a Folha de Londrina, mas são bem fraquinhos. Valem pelos colunistas, pelos cadernos de cultura, pelas charges e para saber qual a ordem de prioridade de certos círculos de poder. Mas é pouco, muito pouco.
Em se falando de livros, continuo sendo consumidor de sebos. De tempos em tempos, compro uma porção de livros e vou consumindo-os no meu ritmo. Acha-se preciosidades nos sebos curitibanos a preços bem razoáveis, então, na maioria das vezes, eu prefiro gastar 50tão e adquirir cinco ou seis livros velhos, do que comprar um livro novo. Afinal, os livros novos um dia serão velhos. Atualmente estou lendo só um, que ganhei: Fontes Murmurantes do Manoel Carlos Karan.
Ouvir... bom, eu sou Dj, então, também por dever de ofício tenho que ouvir muita coisa, nem sempre agradável. Mas o ouvido engana, e assim como o paladar, o gosto a gente tem que cultivar. Como eu discoteco principalmente indie rock e eletro num bar alternativo jovem (Wonka) uma excelente fonte é o In New Music We Trust, (eles confiam eu nem sempre!) que é um coletivo daqui de Curitiba. O trabalho deles é muito legal. No site tem singles, álbuns, eps, clips, remixes e mash ups; tudo com muita informação. Confira:
www.innewmusicwetrust.com.br Além do INMWT, eu pego referências em blogs afins e baixo as coisas por torrent ou em links diretos. É só percorrer esses blogs que os links pipocam.
Além da internet, muita coisa que eu ouço eu cato em sebo, em vinil. Nem é saudosismo ou coisa de colecionador. Faça as contas: há vinis usados de excelente qualidade a partir de R$ 5,00. É claro que as rariddes podem chegar a R$ 200, 300 e até mais, mas aí eu cato o mp3 mesmo. Para mim, o CD morreu.
Por fim, eu assisto séries. Acho o formato perfeito. Vou na louca doira, ou baixo da internet mesmo, e me farto. Eu e a Ju já matamos de testa diversas séries: Arquivo X, Medium, CSI, CSI Miami, CSI NY, Jekyll, Samantha Who, The Big Bang Theory, Mandrake, 9mm São Paulo, O Sistema, My Name is Earl, etc.
Por que falei tudo isso? Por que vou por uma barra aí do lado direito informando o que estou ouvindo, o que estou lendo e o que estou assistindo no momento. Se alguma dica calhar, divirta-se.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Participe do 1° Encontro Estadual dos Blogueiros Progressistas
PARTICIPE E DIVULGUE
“A cidadania ativa na Internet: o caráter revolucionário dos blogs. O desafio do Paraná”. Este é o tema do I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas no Paraná (I EEBP-PR), que ocorrerá de 26 a 28 de novembro na sede campestre do Sindijus, em Curitiba.
O encontro estadual terá como objetivos disseminar o fenômeno dos blogs no Paraná e ampliar o número de agentes ativos na blogosfera como forma de aprofundar o conteúdo de cidadania da internet.
No evento, os sindicatos e partidos políticos progressistas serão convidados a fazer parte do “Movimento Paranaense pelo Direito à Comunicação” – organizado pela recém-criada Associação, como resposta à perseguição à mídia livre e independente e aos blogueiros progressistas do estado.
Serviço:
I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas no Paraná (I EEBP-PR)
Data: dias 26, 27 e 28 de novembro de 2010.
Local: sede campestre do Sindijus (Rua Professor Alberto Piekas, 92, Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba) – Veja mapa e detalhes aqui
Inscrições: serão abertas nos próximos dias através do blog: www.paranablogs.wordpress.com
“A cidadania ativa na Internet: o caráter revolucionário dos blogs. O desafio do Paraná”. Este é o tema do I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas no Paraná (I EEBP-PR), que ocorrerá de 26 a 28 de novembro na sede campestre do Sindijus, em Curitiba.
O encontro estadual terá como objetivos disseminar o fenômeno dos blogs no Paraná e ampliar o número de agentes ativos na blogosfera como forma de aprofundar o conteúdo de cidadania da internet.
No evento, os sindicatos e partidos políticos progressistas serão convidados a fazer parte do “Movimento Paranaense pelo Direito à Comunicação” – organizado pela recém-criada Associação, como resposta à perseguição à mídia livre e independente e aos blogueiros progressistas do estado.
Serviço:
I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas no Paraná (I EEBP-PR)
Data: dias 26, 27 e 28 de novembro de 2010.
Local: sede campestre do Sindijus (Rua Professor Alberto Piekas, 92, Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba) – Veja mapa e detalhes aqui
Inscrições: serão abertas nos próximos dias através do blog: www.paranablogs.wordpress.com
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Paulo Henrique Amorim lança em Minas Barão de Itararé
Do Portal Vermelho
Contribuir para a democratização dos meios de comunicação e fortalecer as mídias alternativas. É esse o desafio do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé lançado em maio na cidade de São Paulo. A entidade tem como o patrono o sarcástico e pitoresco jornalista Apparicio Torelli um dos precursores da mídia alternativa no Brasil.
Barão de Itararé, como era conhecido, ficou na história pela sua capacidade única de fazer criticas ácidas, irônicas e ao mesmo tempo com forte carga de humor. Além do jornalismo, Apparicio teve uma destacada participação política na cidade do Rio de Janeiro, sendo eleito vereador pelo Partido Comunista do Brasil com expressiva votação.
Para lançar a entidade em Minas será realizado o debate “O PIG está a UTI”, com um dos mais influentes jornalistas do Brasil. Paulo Henrique Amorim participa da linha de frente da construção da mídia alternativa. Através de seu blog, Amorim disserta sobre a política brasileira com a capacidade crítica e o espírito bonachão que faz lembrar o falecido Barão.
Criador da alcunha “PIG” (Partido da Imprensa Golpista) o jornalista denuncia diariamente o esforço sistemático da grande mídia para desestabilizar o governo de Lula e reavivar o projeto neoliberal. Para Amorim, o PIG está na UTI. A saúde do Partido Golpista anda abalada pelo sucesso do governo de Lula e pela dificuldade do candidato da coligação PSDB-DEM-PIG em emplacar nas eleições de 2010.
O debate ainda contará com a presença do presidente nacional da entidade, Altamiro Borges, referência da luta pela democratização da mídia. Miro vem a Minas para inaugurar o Centro Barão de Itararé no estado. Para o diretor do sindicato dos jornalistas de Minas Gerais, Kerison Lopes, o lançamento da entidade no estado mais que oportuno é fundamental. “Em Minas vivemos tempos de pouca liberdade e controle político dos meios de comunicação. A criação do Centro de Estudos Barão de Itararé será recebido pelos mineiros como um importante instrumento para construção de alternativas midiáticas”.
De Belo Horizonte, Pedro Leão
Acesse :www.baraodeitarare.org.br/index.php e www.paulohenriqueamorim.com.br
Contribuir para a democratização dos meios de comunicação e fortalecer as mídias alternativas. É esse o desafio do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé lançado em maio na cidade de São Paulo. A entidade tem como o patrono o sarcástico e pitoresco jornalista Apparicio Torelli um dos precursores da mídia alternativa no Brasil.
Barão de Itararé, como era conhecido, ficou na história pela sua capacidade única de fazer criticas ácidas, irônicas e ao mesmo tempo com forte carga de humor. Além do jornalismo, Apparicio teve uma destacada participação política na cidade do Rio de Janeiro, sendo eleito vereador pelo Partido Comunista do Brasil com expressiva votação.
Para lançar a entidade em Minas será realizado o debate “O PIG está a UTI”, com um dos mais influentes jornalistas do Brasil. Paulo Henrique Amorim participa da linha de frente da construção da mídia alternativa. Através de seu blog, Amorim disserta sobre a política brasileira com a capacidade crítica e o espírito bonachão que faz lembrar o falecido Barão.
Criador da alcunha “PIG” (Partido da Imprensa Golpista) o jornalista denuncia diariamente o esforço sistemático da grande mídia para desestabilizar o governo de Lula e reavivar o projeto neoliberal. Para Amorim, o PIG está na UTI. A saúde do Partido Golpista anda abalada pelo sucesso do governo de Lula e pela dificuldade do candidato da coligação PSDB-DEM-PIG em emplacar nas eleições de 2010.
O debate ainda contará com a presença do presidente nacional da entidade, Altamiro Borges, referência da luta pela democratização da mídia. Miro vem a Minas para inaugurar o Centro Barão de Itararé no estado. Para o diretor do sindicato dos jornalistas de Minas Gerais, Kerison Lopes, o lançamento da entidade no estado mais que oportuno é fundamental. “Em Minas vivemos tempos de pouca liberdade e controle político dos meios de comunicação. A criação do Centro de Estudos Barão de Itararé será recebido pelos mineiros como um importante instrumento para construção de alternativas midiáticas”.
De Belo Horizonte, Pedro Leão
Acesse :www.baraodeitarare.org.br/index.php e www.paulohenriqueamorim.com.br
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Jornalistas e lideranças lançam o Centro "Barão de Itararé"
Do Portal Vermelho: www.vermelho.org.br
Chegou o dia. Na noite desta sexta-feira (14), jornalistas independentes e lideranças sociais fundam, em São Paulo, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”. O coquetel de lançamento, marcado para as 21 horas, ocorre no auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.
Por André Cintra
Antes, às 19 horas, ocorre a primeira ação da nova entidade. O debate “A cobertura jornalística da sucessão presidencial” — com os jornalistas Altamiro Borges (Vermelho), Leandro Fortes (CartaCapital), Maria Inês Nassif (Valor Econômico) e Paulo Henrique Amorim (TV Record e Conserva Afiada) — abre o seminário “A Mídia e as Eleições de 2010”.
“A entidade surge a partir de uma demanda real, que é a luta pela democratização dos meios de comunicação no Brasil. Tem a ver com este momento em que a grande mídia vai assumindo um papel cada vez mais partidarizado, mais ideologizado, golpista. Como contraponto, cresce o movimento para estimular a diversidade e a pluralidade informativa no Brasil”, afirma Altamiro Borges, o Miro, idealizador e presidente do Centro de Estudos.
A homenagem a Barão de Itararé, pseudônimo do jornalista gaúcho Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, resgata as origens da imprensa alternativa brasileira — e um jornalista sarcástico, mas sempre ético. “Antes do Barão, já havia imprensa sindical, anarquista, partidária. Mas é ele que vislumbra e inicia um jornal progressista de circulação nacional, que disputa a opinião da sociedade. Seu jornal A Manha (fundado 1926) chega a ser o segundo mais vendido no Rio de Janeiro, que era a capital federal”, destaca Miro.
Os desafios da atualidade
Segundo o jornalista, é preciso combater o “relaxamento” que se seguiu à Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada no final de 2009, em Brasília. “Há mais pessoas hoje preocupadas com o direito à comunicação, antenadas com essa questão estratégica — mas sem uma militância mais permanente. Um dos nossos objetivos é ajudar a formar essa militância que luta pelo fortalecimento das mídias alternativas.”
Os desafios não param por aí. Na opinião de Miro, o novo centro de estudos tem de se engajar tanto nas lutas existentes na área. “Existem batalhas imediatas — em defesa, por exemplo, do Plano Nacional de Banda Larga, que sofre um verdadeiro bombardeio das operadoras, das teles, da mídia hegemônica. Mas também há lutas de longo prazo, como exigir a aplicação das resoluções da Confecom.”
Miro defende também o “fortalecimento de iniciativas alternativas de comunicação”. Cita o caso de Misael Avelino dos Santos, da Rádio Favela, de Belo Horizonte (MG). “Há cerca de 60 mil pessoas envolvidas nas 3.800 rádios comunitárias do Brasil, muitas delas feitas por gente heróica, como o Misael, que enfrenta a polícia e tem marcas de algema até hoje nas mãos. A gente conhece pouco o que existe de contra-hegemônico.”
Pela emancipação humana
Mas, como deixa exposto o nome da nova entidade, haverá investimentos em pesquisas e estudos — “para entender o que está ocorrendo com a mídia”. De acordo com o jornalista, “os trabalhos dessa frente não podem se militar apenas ao que há de negativo. Não faremos uma boa luta se não entendermos as novas dinâmicas, os novos espaços da comunicação”.
Outro objetivo do Centro "Barão de Itararé" é contribuir para a formação de agentes da mídia alternativa — comunicadores qualificados a serviço de uma mídia democrática e progressista. “Muitos universitários estão se formando para virar Wiliam Bonner e Fátima Bernardes. Precisamos fazer um debate de ideias com essa galera dentro das universidades, valorizar o que é ético na profissão, mostrar como o jornalismo tem a contribuir para a emancipação humana”, conclui Miro.
Leia mais no Vermelho.
Chegou o dia. Na noite desta sexta-feira (14), jornalistas independentes e lideranças sociais fundam, em São Paulo, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”. O coquetel de lançamento, marcado para as 21 horas, ocorre no auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.
Por André Cintra
Antes, às 19 horas, ocorre a primeira ação da nova entidade. O debate “A cobertura jornalística da sucessão presidencial” — com os jornalistas Altamiro Borges (Vermelho), Leandro Fortes (CartaCapital), Maria Inês Nassif (Valor Econômico) e Paulo Henrique Amorim (TV Record e Conserva Afiada) — abre o seminário “A Mídia e as Eleições de 2010”.
“A entidade surge a partir de uma demanda real, que é a luta pela democratização dos meios de comunicação no Brasil. Tem a ver com este momento em que a grande mídia vai assumindo um papel cada vez mais partidarizado, mais ideologizado, golpista. Como contraponto, cresce o movimento para estimular a diversidade e a pluralidade informativa no Brasil”, afirma Altamiro Borges, o Miro, idealizador e presidente do Centro de Estudos.
A homenagem a Barão de Itararé, pseudônimo do jornalista gaúcho Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, resgata as origens da imprensa alternativa brasileira — e um jornalista sarcástico, mas sempre ético. “Antes do Barão, já havia imprensa sindical, anarquista, partidária. Mas é ele que vislumbra e inicia um jornal progressista de circulação nacional, que disputa a opinião da sociedade. Seu jornal A Manha (fundado 1926) chega a ser o segundo mais vendido no Rio de Janeiro, que era a capital federal”, destaca Miro.
Os desafios da atualidade
Segundo o jornalista, é preciso combater o “relaxamento” que se seguiu à Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada no final de 2009, em Brasília. “Há mais pessoas hoje preocupadas com o direito à comunicação, antenadas com essa questão estratégica — mas sem uma militância mais permanente. Um dos nossos objetivos é ajudar a formar essa militância que luta pelo fortalecimento das mídias alternativas.”
Os desafios não param por aí. Na opinião de Miro, o novo centro de estudos tem de se engajar tanto nas lutas existentes na área. “Existem batalhas imediatas — em defesa, por exemplo, do Plano Nacional de Banda Larga, que sofre um verdadeiro bombardeio das operadoras, das teles, da mídia hegemônica. Mas também há lutas de longo prazo, como exigir a aplicação das resoluções da Confecom.”
Miro defende também o “fortalecimento de iniciativas alternativas de comunicação”. Cita o caso de Misael Avelino dos Santos, da Rádio Favela, de Belo Horizonte (MG). “Há cerca de 60 mil pessoas envolvidas nas 3.800 rádios comunitárias do Brasil, muitas delas feitas por gente heróica, como o Misael, que enfrenta a polícia e tem marcas de algema até hoje nas mãos. A gente conhece pouco o que existe de contra-hegemônico.”
Pela emancipação humana
Mas, como deixa exposto o nome da nova entidade, haverá investimentos em pesquisas e estudos — “para entender o que está ocorrendo com a mídia”. De acordo com o jornalista, “os trabalhos dessa frente não podem se militar apenas ao que há de negativo. Não faremos uma boa luta se não entendermos as novas dinâmicas, os novos espaços da comunicação”.
Outro objetivo do Centro "Barão de Itararé" é contribuir para a formação de agentes da mídia alternativa — comunicadores qualificados a serviço de uma mídia democrática e progressista. “Muitos universitários estão se formando para virar Wiliam Bonner e Fátima Bernardes. Precisamos fazer um debate de ideias com essa galera dentro das universidades, valorizar o que é ético na profissão, mostrar como o jornalismo tem a contribuir para a emancipação humana”, conclui Miro.
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