Sei que estou atrasado, só vi esse vídeo ontem, mas não dá pra deixar passar:
Veja aqui a comparação com o original:
E pra não perder nenhuma indireta, aqui tem as referências. Sei que piada não se explica, mas...
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terça-feira, 26 de junho de 2012
terça-feira, 31 de maio de 2011
Contra a onda obscurantista: Intolerância ZERO!
Entre os saldos da campanha eleitoral para presidente do ano passado, muitos falavam de uma onda de intensificação da intolerância, de preconceitos, do ódio de classe. Na época, postei um texto chamado: “Serra plantou ódio; país colhe preconceito” de Rodrigo Vianna. O texto trazia um vídeo, que já foi removido do youtube, mas que mostrava como a intolerância pipocava nas redes sociais naquele outubro em que elegemos Dilma presidenta.
Coincidência ou não, o que vemos neste 2011º ano da graça é um turbilhão de reações conservadoras e de patrulhamentos em questões pessoais, que absolutamente não dizem respeito a mais ninguém que o próprio indivíduo. A saber: opção sexual, opção de uso de substâncias lícitas (comida, cigarro, álcool) e ilícitas (maconha e outras drogas), uso da fala, enfim... preconceitos e patrulhamentos no atacado.
Há uma intolerância sistemática, pregada pela imprensa sobre as coisas e substâncias que “fazem mal”, outra intolerância declarada pelos religiosos sobre algumas posturas que seriam “pecado”, mais uma intolerância recente sobre o suposto “falar errado” e por aí vai.
Resumindo: temos que acessar a imprensa dona da verdade, quase como se “a verdade” existisse, para vivermos de acordo com essa “verdade”. Em nenhum momento a “felicidade” é oferecida. Mas estar em desacordo com essa “verdade” é proibido implicitamente e é desaprovado por essa nova moral.
A “verdade” foi pregada na Marcha da Maconha, que foi proibida, e virou Marcha da Verdade, também proibida na prática. A violência policial estava liberada. Pipocam vídeos com absurdos cometidos contra a “marcha”, pois essa seria uma apologia ao uso de drogas.
Não vou discutir o uso de maconha, cigarro ou álcool. São substâncias que algumas pessoas usam de maneira recreativa, e que pode desencadear dependências e doenças diversas. Discuto a liberdade, a individualidade, o direito à opinião.
Outras questões como a opção sexual ou o uso de variantes da língua são superadas para mim. Mas são motivo de preconceito e intolerância, fomentadas pela própria imprensa e por seitas religiosas.
Tudo isso me incomoda profundamente, então acho que deveríamos lançar uma campanha: INTOLERÂNCIA ZERO!
Só não vamos tolerar a injustiça e a falta de respeito, que, no limite são fontes de intolerância.
Coincidência ou não, o que vemos neste 2011º ano da graça é um turbilhão de reações conservadoras e de patrulhamentos em questões pessoais, que absolutamente não dizem respeito a mais ninguém que o próprio indivíduo. A saber: opção sexual, opção de uso de substâncias lícitas (comida, cigarro, álcool) e ilícitas (maconha e outras drogas), uso da fala, enfim... preconceitos e patrulhamentos no atacado.
Há uma intolerância sistemática, pregada pela imprensa sobre as coisas e substâncias que “fazem mal”, outra intolerância declarada pelos religiosos sobre algumas posturas que seriam “pecado”, mais uma intolerância recente sobre o suposto “falar errado” e por aí vai.
Resumindo: temos que acessar a imprensa dona da verdade, quase como se “a verdade” existisse, para vivermos de acordo com essa “verdade”. Em nenhum momento a “felicidade” é oferecida. Mas estar em desacordo com essa “verdade” é proibido implicitamente e é desaprovado por essa nova moral.
A “verdade” foi pregada na Marcha da Maconha, que foi proibida, e virou Marcha da Verdade, também proibida na prática. A violência policial estava liberada. Pipocam vídeos com absurdos cometidos contra a “marcha”, pois essa seria uma apologia ao uso de drogas.
Não vou discutir o uso de maconha, cigarro ou álcool. São substâncias que algumas pessoas usam de maneira recreativa, e que pode desencadear dependências e doenças diversas. Discuto a liberdade, a individualidade, o direito à opinião.
Outras questões como a opção sexual ou o uso de variantes da língua são superadas para mim. Mas são motivo de preconceito e intolerância, fomentadas pela própria imprensa e por seitas religiosas.
Tudo isso me incomoda profundamente, então acho que deveríamos lançar uma campanha: INTOLERÂNCIA ZERO!
Só não vamos tolerar a injustiça e a falta de respeito, que, no limite são fontes de intolerância.
terça-feira, 17 de maio de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Portal Vermelho denuncia censura do governador tucano Beto Richa à mídia alternativa no Paraná
Por André Cintra, Via Blog do Milton Alves: http://miltonalves.com/ e Portal Vermelho.
Não é por “problemas técnicos” que, volta e meia, o blog do jornalista Esmael Morais (http://esmaelmorais.com.br) sai do ar. A página, uma das mais influentes do Paraná, sofre ataques à margem da lei do governador Beto Richa (PSDB) — que não suporta a publicação de nenhum tipo de crítica ou mesmo notícia que lhe seja desfavorável.
Richa promove uma versão alternativa do modo tucano de reprimir jornalistas independentes. O expoente maior dessa tradição é o ex-governador José Serra. Se um jornalista da grande mídia o incomoda com perguntas indesejáveis, Serra não pensa duas vezes: telefona para o dono da empresa e pede a demissão do desavisado entrevistador.
No caso dos blogueiros — que não têm patrão —, o ex-governador se limita a lançar infâmias contra eles, tachando os blogs progressistas de “falanges do ódio”, “sujos”, entre outros rótulos. Beto Richa também partilha da estratégia de patrulhar a imprensa e ofender a blogosfera — mas, como não tem tanto apoio midiático quanto Serra, faz parcerias é a com a Justiça.
Um tema particularmente constrangedor para o tucano — e corajosamente denunciado pelo Blog do Esmael — diz respeito ao chamado Comitê Lealdade. Em 2008, quando Richa disputou a reeleição à Prefeitura de Curitiba, o PRTB decidiu apoiar Fabio Camargo (PTB). De uma hora para outra, 23 candidatos a vereador do partido desistiram da candidatura, anunciaram uma inusitada dissidência e organizaram a fundação de um comitê em apoio a Richa.
Continue lendo no Portal Vermelho: Clique aqui!
Não é por “problemas técnicos” que, volta e meia, o blog do jornalista Esmael Morais (http://esmaelmorais.com.br) sai do ar. A página, uma das mais influentes do Paraná, sofre ataques à margem da lei do governador Beto Richa (PSDB) — que não suporta a publicação de nenhum tipo de crítica ou mesmo notícia que lhe seja desfavorável.
Richa promove uma versão alternativa do modo tucano de reprimir jornalistas independentes. O expoente maior dessa tradição é o ex-governador José Serra. Se um jornalista da grande mídia o incomoda com perguntas indesejáveis, Serra não pensa duas vezes: telefona para o dono da empresa e pede a demissão do desavisado entrevistador.
No caso dos blogueiros — que não têm patrão —, o ex-governador se limita a lançar infâmias contra eles, tachando os blogs progressistas de “falanges do ódio”, “sujos”, entre outros rótulos. Beto Richa também partilha da estratégia de patrulhar a imprensa e ofender a blogosfera — mas, como não tem tanto apoio midiático quanto Serra, faz parcerias é a com a Justiça.
Um tema particularmente constrangedor para o tucano — e corajosamente denunciado pelo Blog do Esmael — diz respeito ao chamado Comitê Lealdade. Em 2008, quando Richa disputou a reeleição à Prefeitura de Curitiba, o PRTB decidiu apoiar Fabio Camargo (PTB). De uma hora para outra, 23 candidatos a vereador do partido desistiram da candidatura, anunciaram uma inusitada dissidência e organizaram a fundação de um comitê em apoio a Richa.
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I Encontro de Blogueiros Progressistas no Paraná
Será realizado nos próximos dias 09 e 10 de abril o I Encontro de Blogueiros Progressistas no Paraná. O evento será no Hotel Trevi, Rua Ébano Pereira, 139 - Centro, Curitiba e contará com a participação de Beto Almeida, Diretor da Telesur; Valter Sanches, Presidente da TV dos Trabalhadores; Altamiro Borges, Coordenador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé” e Vito Giannotti, Coordenador do NPC – Núcleo Piratininga de Comunicação.
O Encontro Estadual é organizado sob o conceito de rede, de construção coletiva de conhecimento, ou seja, como um espaço aberto e democrático que permite aos ativistas da blogosfera e da internet se conhecerem, trocarem experiências e estabelecerem laços de amizade, trabalho e cooperação que melhor lhes convier.
A Blogosfera Progressista é um movimento amplo e independente de partidos políticos, empresas, governos e sindicatos, mas que Democraticamente coopera e dialoga com toda a sociedade civil organizada ou não!
Se você é blogueiro(a), progressista, e se interessa pelo tema, acesse: http://paranablogs.wordpress.com/
Lá você encontra a programação completa, a ficha de inscrição e demais informações.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Psicólogos advertem: manipulação da mídia faz mal à saúde
Via Portal Vermelho: http://www.vermelho.org.br/
Campanha do Conselho Federal de Psicologia (CFP) compara manipulação da mídia à indústria farmacêutica. "Se nós não conseguirmos converncer as pessoas de que informação muda a cognição, o aprendizado, a mandeira de como você lê o mundo, nós vamos, a vida toda, pegar a receita, passar na farmácia, tomar o remédio que, às vezes, não era necessário", afirma Juliano de Carvalho, jornalista.
Campanha do Conselho Federal de Psicologia (CFP) compara manipulação da mídia à indústria farmacêutica. "Se nós não conseguirmos converncer as pessoas de que informação muda a cognição, o aprendizado, a mandeira de como você lê o mundo, nós vamos, a vida toda, pegar a receita, passar na farmácia, tomar o remédio que, às vezes, não era necessário", afirma Juliano de Carvalho, jornalista.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
CloacaLeaks: esculhambação e humor contra o fascismo!
Faz tempo que eu acompanho o blog Cloaca News. Eles desnudam o golpismo da mídia e acertam petardos pricipalmente contra os PIGs do Sul (RBS e congêneres). Confira o vídeo e visite o blog. Vale muito!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Em defesa da democracia, Dilma "nocauteia" Folha na TV
Durante entrevista, ao programa Roda Viva, a candidata à Presidência da República da situação, Dilma Rousseff (PT), enfrentou de frente o "bafáfá", criado pelo jornal Folha de S.Paulo, sobre um suposto dossiê articulado por ela contra o candidato da oposição, José Serra (PSDB). Ela exigiu que a Folha mostrasse as provas sobre dossiês. Informou que processou Serra e só não processou a Folha porque respeita o direito de resguardar a fonte.
Fonte: produção Roda Viva, divulgação drrosinha, texto da TV Vermelho.
Fonte: produção Roda Viva, divulgação drrosinha, texto da TV Vermelho.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A Globo é contra os trabalhadores (grande novidade!)

Quase todos os dias eu acordo cedo e fico deitado vendo os telejornais. Bom dia Paraná, Bom dia Brasil, Jornal da Massa, Jornal da Manhã, Fala Brasil, etc. Faço isso por que gosto e por dever de ofício. Não que as informações sejam confiáveis, mas é bom saber “o que dizem”.
Bom, na manhã de hoje me deparei com um absurdo sem tamanho. A Globo é contra os trabalhadores: contra o reajuste de 7% para os aposentados e contra o fim do fator previdenciário. Simples assim.
Na matéria que tratava desse assunto, os “jornalistas” do Bom dia Brasil trataram as decisões como equivocadas e oportunistas. “Coisas de ano eleitoral” definiram. Sobre os trabalhadores, sobre os aposentados que têm seus proventos achatados ano após ano nenhuma palavra. A única preocupação dos jornalistas é com o dito “rombo” na previdência.
Eu fiquei indignado.
O fator previdenciário, cálculo que faz diminuir o valor da aposentadoria de quem cumpriu o tempo de serviço mas não atingiu a idade X, prejudica principalmente quem tem menos condições financeiras. Quem começou a trabalhar cedo, como eu (14 anos), tinha (ou tem) que trabalhar mais tempo para não ter a aposentadoria reduzida por esse famigerado fator.
O pior de tudo isso é que os picaretas da Globo nem tiveram a preocupação de dizer que os aposentados ganham pouco, que não tiveram aumentos reais em xx anos, etc. Não, nada disso importa. Eles só queriam mostrar que os deputados são oportunistas, que o governo é oportunista, e por aí vai. O trabalhador, o aposentado que se dane.
Que se dane a Globo! O povo não é burro!
segunda-feira, 15 de março de 2010
Jornalista denuncia plano midiático contra Lula, Dilma e o PT
Do portal Vermelho:
Em texto reproduzido no blog Escrivinhador, o jornalista Mauro Carrara denuncia um suposto plano midiático intitulado "Tempestade no Cerrado" que, segundo ele, está sendo implementado pelos principais meios de comunicação do país contra o governo Lula, a pré-candidata Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores. Ao final do texto ele sugere "cinco tarefas" aos internautas para responder aos ataques da direita. Veja abaixo a íntegra do texto:
por Mauro Carrara
(O PT é um partido sem mídia... O PSDB é uma mídia com partido).
“Tempestade no Cerrado”: é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de Março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium.A expressão é inspirada na operação “Tempestade no Deserto”, realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo.
Liderada pelo general norte-americano Norman Schwarzkopf, a ação militar destruiu parcela significativa das forças iraquianas. Estima-se que 70 mil pessoas morreram em decorrência da ofensiva.
A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores.
A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações.
As conversas tensas nos "aquários" do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque.
1) Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.
2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.
3) Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.
4) Elevar o tom de voz nos editoriais.
5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.
6) Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.
7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.
8) Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.
Quem está por trás?
Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral. É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado.
A tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo “cientista político” Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo.
Almeida escreveu Por que Lula? e A cabeça do brasileiro, livros que o governador de São Paulo afirma ter lido em suas madrugadas insones.
O conteúdo
As manchetes dos últimos dias, revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda.
Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e “vetada” pelo TCU.
Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009.
Criam deturpações numéricas.
A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto “Minha Casa, Minha Vida” está fadado ao fracasso.
Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas.
O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis.
Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada.
A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses.
A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%.
Além dos deturpadores de números, a Folha recorre aos colunistas do apocalipse e aos ratos da pena.
É o caso do repórter Kennedy Alencar. Esse, por incrível que pareça, chegou a fazer parte da assessoria de imprensa de Lula, nos anos 90.
Hoje, se utiliza da relação com petistas ingênuos e ex-petistas para obter informações privilegiadas. Obviamente, o material é sempre moldado e amplificado de forma a constituir uma nova denúncia.
É o caso da “bomba” requentada neste março. Segundo Alencar, Lula vai “admitir” (em tom de confissão, logicamente) que foi avisado por Roberto Jefferson da existência do Mensalão.
Crimes anônimos na Internet
Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores.
Três deles merecem destaque...
1) O “Bolsa Bandido”. Refere-se a uma lei aprovada na Constituição de 1988 e regulamentada pela última vez durante o governo de FHC. Esses fatos são, evidentemente, omitidos. O auxílio aos familiares de apenados é atribuído a Lula. Para completar, distorce-se a regra para a concessão do benefício.
2) Dilma “terrorista”. Segundo esse hoax, além de assaltar bancos, a candidata do PT teria prazer em torturar e matar pacatos pais de família. A versão mais recente do texto agrega a seguinte informação: “Dilma agia como garota de programa nos acampamentos dos terroristas”.
3) O filho encrenqueiro. De acordo com a narração, um dos filhos de Lula teria xingado e agredido indefesas famílias de classe média numa apresentação do Cirque du Soleil.
O que fazer?
Sabe-se da incapacidade dos comunicadores oficiais. Como vivem cercados de outros governistas, jamais sentem a ameaça. Pensam com o umbigo.
Raramente respondem à injúria, à difamação e à calúnia. Quando o fazem, são lentos, pouco enfáticos e frequentemente confusos.
Por conta dessa realidade, faz-se necessário que cada mente honesta e articulada ofereça sua contribuição à defesa da democracia e da verdade.
São cinco as tarefas imediatas...
1) Cada cidadão deve estabelecer uma rede com um mínimo de 50 contatos e, por meio deles, distribuir as versões limpas dos fatos. Nesse grupo, não adianda incluir outros engajados. É preciso que essas mensagens sejam enviadas à Tia Gertrudes, ao dentista, ao dono da padaria, à cabeleireira, ao amigo peladeiro de fim de semana. Não o entupa de informação. Envie apenas o básico, de vez em quando, contextualizando os fatos.
2) Escreva diariamente nos espaços midiáticos públicos. É o caso das áreas de comentários da Folha, do Estadão, de O Globo e de Veja. Faça isso diariamente. Não precisa escrever muito. Seja claro, destaque o essencial da calúnia e da distorção. Proceda da mesma maneira nas comunidades virtuais, como Facebook e Orkut. Mas não adianta postar somente nas comunidades de política. Faça isso, sem alarde e fanatismo, nas comunidades de artes, comportamento, futebol, etc. Tome cuidado para não desagradar os outros participantes com seu proselitismo. Seja elegante e sutil.
3) Converse com as pessoas sobre a deturpação midiática. No ponto de ônibus, na padaria, na banca de jornal. Parta sempre de uma concordância com o interlocutor, validando suas queixas e motivos, para em seguida apresentar a outra versão dos fatos.
4) Em caso de matérias com graves deturpações, escreva diretamente para a redação do veículo, especialmente para o ombudsman e ouvidores. Repasse aos amigos sua bronca.
5) Se você escreve, um pouquinho que seja, crie um blog. É mais fácil do que você pensa. Cole lá as informações limpas colhidas em bons sites, como aqueles de Azenha, PHA,Grupo Beatrice, entre outros. Mesmo que pouca gente o leia, vai fazer volume nas indicações dos motores de busca, como o Google. Monte agora o seu.
Em texto reproduzido no blog Escrivinhador, o jornalista Mauro Carrara denuncia um suposto plano midiático intitulado "Tempestade no Cerrado" que, segundo ele, está sendo implementado pelos principais meios de comunicação do país contra o governo Lula, a pré-candidata Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores. Ao final do texto ele sugere "cinco tarefas" aos internautas para responder aos ataques da direita. Veja abaixo a íntegra do texto:
por Mauro Carrara
(O PT é um partido sem mídia... O PSDB é uma mídia com partido).
“Tempestade no Cerrado”: é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de Março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium.A expressão é inspirada na operação “Tempestade no Deserto”, realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo.
Liderada pelo general norte-americano Norman Schwarzkopf, a ação militar destruiu parcela significativa das forças iraquianas. Estima-se que 70 mil pessoas morreram em decorrência da ofensiva.
A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores.
A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações.
As conversas tensas nos "aquários" do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque.
1) Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.
2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.
3) Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.
4) Elevar o tom de voz nos editoriais.
5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.
6) Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.
7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.
8) Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.
Quem está por trás?
Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral. É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado.
A tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo “cientista político” Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo.
Almeida escreveu Por que Lula? e A cabeça do brasileiro, livros que o governador de São Paulo afirma ter lido em suas madrugadas insones.
O conteúdo
As manchetes dos últimos dias, revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda.
Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e “vetada” pelo TCU.
Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009.
Criam deturpações numéricas.
A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto “Minha Casa, Minha Vida” está fadado ao fracasso.
Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas.
O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis.
Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada.
A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses.
A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%.
Além dos deturpadores de números, a Folha recorre aos colunistas do apocalipse e aos ratos da pena.
É o caso do repórter Kennedy Alencar. Esse, por incrível que pareça, chegou a fazer parte da assessoria de imprensa de Lula, nos anos 90.
Hoje, se utiliza da relação com petistas ingênuos e ex-petistas para obter informações privilegiadas. Obviamente, o material é sempre moldado e amplificado de forma a constituir uma nova denúncia.
É o caso da “bomba” requentada neste março. Segundo Alencar, Lula vai “admitir” (em tom de confissão, logicamente) que foi avisado por Roberto Jefferson da existência do Mensalão.
Crimes anônimos na Internet
Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores.
Três deles merecem destaque...
1) O “Bolsa Bandido”. Refere-se a uma lei aprovada na Constituição de 1988 e regulamentada pela última vez durante o governo de FHC. Esses fatos são, evidentemente, omitidos. O auxílio aos familiares de apenados é atribuído a Lula. Para completar, distorce-se a regra para a concessão do benefício.
2) Dilma “terrorista”. Segundo esse hoax, além de assaltar bancos, a candidata do PT teria prazer em torturar e matar pacatos pais de família. A versão mais recente do texto agrega a seguinte informação: “Dilma agia como garota de programa nos acampamentos dos terroristas”.
3) O filho encrenqueiro. De acordo com a narração, um dos filhos de Lula teria xingado e agredido indefesas famílias de classe média numa apresentação do Cirque du Soleil.
O que fazer?
Sabe-se da incapacidade dos comunicadores oficiais. Como vivem cercados de outros governistas, jamais sentem a ameaça. Pensam com o umbigo.
Raramente respondem à injúria, à difamação e à calúnia. Quando o fazem, são lentos, pouco enfáticos e frequentemente confusos.
Por conta dessa realidade, faz-se necessário que cada mente honesta e articulada ofereça sua contribuição à defesa da democracia e da verdade.
São cinco as tarefas imediatas...
1) Cada cidadão deve estabelecer uma rede com um mínimo de 50 contatos e, por meio deles, distribuir as versões limpas dos fatos. Nesse grupo, não adianda incluir outros engajados. É preciso que essas mensagens sejam enviadas à Tia Gertrudes, ao dentista, ao dono da padaria, à cabeleireira, ao amigo peladeiro de fim de semana. Não o entupa de informação. Envie apenas o básico, de vez em quando, contextualizando os fatos.
2) Escreva diariamente nos espaços midiáticos públicos. É o caso das áreas de comentários da Folha, do Estadão, de O Globo e de Veja. Faça isso diariamente. Não precisa escrever muito. Seja claro, destaque o essencial da calúnia e da distorção. Proceda da mesma maneira nas comunidades virtuais, como Facebook e Orkut. Mas não adianta postar somente nas comunidades de política. Faça isso, sem alarde e fanatismo, nas comunidades de artes, comportamento, futebol, etc. Tome cuidado para não desagradar os outros participantes com seu proselitismo. Seja elegante e sutil.
3) Converse com as pessoas sobre a deturpação midiática. No ponto de ônibus, na padaria, na banca de jornal. Parta sempre de uma concordância com o interlocutor, validando suas queixas e motivos, para em seguida apresentar a outra versão dos fatos.
4) Em caso de matérias com graves deturpações, escreva diretamente para a redação do veículo, especialmente para o ombudsman e ouvidores. Repasse aos amigos sua bronca.
5) Se você escreve, um pouquinho que seja, crie um blog. É mais fácil do que você pensa. Cole lá as informações limpas colhidas em bons sites, como aqueles de Azenha, PHA,Grupo Beatrice, entre outros. Mesmo que pouca gente o leia, vai fazer volume nas indicações dos motores de busca, como o Google. Monte agora o seu.
A guerra começou. Não seja um desertor.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Garis humilhados agradecem revolta nacional contra Boris Casoy
Do Portal Vermelho:
O repórter Márcio Neves, da Folha Online, localizou os garis que foram ofendidos pelo jornalista Boris Casoy no último dia do ano de 2009. O vídeo com as declarações descabidas de Casoy ganharam grande repercussão em todo mundo e obrigaram Boris a pedir desculpas publicamente a todos os garis do Brasil. Na entrevista, os garis afirmam que ficaram chateados e agradeceram a revolta contra Boris. Eles ainda dizem perdoar o jornalista porque não sentem mágoas.
Veja também:
- Boris Casoy pede desculpas a garis ao vivo
- Ofensa de Boris Casoy a garis é tema de rap sucesso no YouTube
Leia mais:
- Altamiro Borges: Boris Casoy não cometeu uma “gafe”
- Entidades dos Garis movem três ações contra Boris Casoy e Band
- Sindicato vai entrar com ação civil pública contra Boris Casoy
O repórter Márcio Neves, da Folha Online, localizou os garis que foram ofendidos pelo jornalista Boris Casoy no último dia do ano de 2009. O vídeo com as declarações descabidas de Casoy ganharam grande repercussão em todo mundo e obrigaram Boris a pedir desculpas publicamente a todos os garis do Brasil. Na entrevista, os garis afirmam que ficaram chateados e agradeceram a revolta contra Boris. Eles ainda dizem perdoar o jornalista porque não sentem mágoas.
Veja também:
- Boris Casoy pede desculpas a garis ao vivo
- Ofensa de Boris Casoy a garis é tema de rap sucesso no YouTube
Leia mais:
- Altamiro Borges: Boris Casoy não cometeu uma “gafe”
- Entidades dos Garis movem três ações contra Boris Casoy e Band
- Sindicato vai entrar com ação civil pública contra Boris Casoy
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Renata Mielli: O mantra da censura e a tática do medo
Belo texto do Blog Janela Sobre a Paralavra de Renata Mielli.
A tática de despertar o pânico fazendo ilações sobre supostas tentativas de cerceamento da democracia tem sido frequentemente utilizada pela oposição conservadora no país. E isso, não é de hoje.
Em 1989, ano que marca a primeira disputa presidencial após o regime militar, me lembro bem de ouvir as pessoas dizendo que se o Lula ganhasse as eleições, ele iria desapropriar todas as propriedades, as pessoas teriam que sair de suas casas, dividi-las com outras famílias e toda a sorte de bobagens que se pode imaginar.
Eu tenho medo
Em 2003, diante da inevitável derrota tucana nas eleições presidenciais, foi a vez do apelo emocional ao medo, protagonizado por ninguém menos do que a atriz namoradinha do Brasil, Regina Duarte. Em tom solene, ela ocupou o horário eleitoral para dizer que tinha medo do que poderia acontecer com o Brasil caso Lula ganhasse as eleições.
Continue lendo no Blog da Renata Mielli.
A tática de despertar o pânico fazendo ilações sobre supostas tentativas de cerceamento da democracia tem sido frequentemente utilizada pela oposição conservadora no país. E isso, não é de hoje.
Em 1989, ano que marca a primeira disputa presidencial após o regime militar, me lembro bem de ouvir as pessoas dizendo que se o Lula ganhasse as eleições, ele iria desapropriar todas as propriedades, as pessoas teriam que sair de suas casas, dividi-las com outras famílias e toda a sorte de bobagens que se pode imaginar.
Eu tenho medo
Em 2003, diante da inevitável derrota tucana nas eleições presidenciais, foi a vez do apelo emocional ao medo, protagonizado por ninguém menos do que a atriz namoradinha do Brasil, Regina Duarte. Em tom solene, ela ocupou o horário eleitoral para dizer que tinha medo do que poderia acontecer com o Brasil caso Lula ganhasse as eleições.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Tragédia no Haiti e a culpa dos impérios
Do Blog do Altamiro Borges:
Aos poucos, a mídia hegemônica vai abandonando o devastado Haiti. O sensacionalismo inicial, com as cenas do terremoto que matou mais de 120 mil haitianos, já não rende tanta audiência. A TV Globo quase não fala mais da tragédia. Afinal, aquele povo sempre viveu na miséria e não é muito saudável, para as elites, tratar muito do tema. No máximo, as redes “privadas” de televisão exibem a desastre e jogam toda a culpa na natureza. Nada de aprofundar as verdadeiras causas da tragédia. Na verdade, o Haiti sempre foi vítima de devastações que não têm nada de natural.
No belíssimo livro “Espelhos”, o escritor uruguaio Eduardo Galeano mostra que este país é uma vítima histórica de mortíferos “terremotos” patrocinados pelas potências colonialistas – primeiro pela França, depois pelos EUA. Brutalmente saqueado durante três séculos pelo império francês, o povo haitiano conquistou a independência e a abolição da escravidão em 1804. Devido ao seu heroísmo, ele foi alvo da vingança imperial. Napoleão Bonaparte não perdoou a perda de dezoito generais na épica guerrilha liderada pelo escravo Toussaint L’Ouverture, o “jacobino negro”.
Continue lendo no Blog do Altamiro Borges!
Aos poucos, a mídia hegemônica vai abandonando o devastado Haiti. O sensacionalismo inicial, com as cenas do terremoto que matou mais de 120 mil haitianos, já não rende tanta audiência. A TV Globo quase não fala mais da tragédia. Afinal, aquele povo sempre viveu na miséria e não é muito saudável, para as elites, tratar muito do tema. No máximo, as redes “privadas” de televisão exibem a desastre e jogam toda a culpa na natureza. Nada de aprofundar as verdadeiras causas da tragédia. Na verdade, o Haiti sempre foi vítima de devastações que não têm nada de natural.
No belíssimo livro “Espelhos”, o escritor uruguaio Eduardo Galeano mostra que este país é uma vítima histórica de mortíferos “terremotos” patrocinados pelas potências colonialistas – primeiro pela França, depois pelos EUA. Brutalmente saqueado durante três séculos pelo império francês, o povo haitiano conquistou a independência e a abolição da escravidão em 1804. Devido ao seu heroísmo, ele foi alvo da vingança imperial. Napoleão Bonaparte não perdoou a perda de dezoito generais na épica guerrilha liderada pelo escravo Toussaint L’Ouverture, o “jacobino negro”.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
“O telefone tá piscando”, e a Globo mandou calar Lucia Hippolito
Por André Cintra, do Portal Vermelho
Já confundiram o Super-Homem com um pássaro e até um avião. Mas, nestes anos sagrados para a grande mídia, quem há de não reconhecer, sob qualquer circunstância, a contundência da superjornalista Lucia Hippolito — a mais rebelde das “meninas do Jô”, emérita expoente do “padrão Ali Kamel de jornalismo”?
Num programa da Globo News exibido no final de 2009, Hippolito cometeu o singelo deslize de chamar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, de “Gilmar Dantas”. Mas explicou-se aos telespectadores: “Eu não posso nem dizer que eu tenho a primazia do ato falho. Ricardo Noblat, no seu… no seu… (blog?) um dia já o chamou de Gilmar Dantas”. Segundo o jornalista Paulo Henrique Amorrim, tratou-se apenas de “outra forma consagradora de o PiG (Partido da Imprensa Golpista) homenagear o Supremo Presidente do Supremo”.
Duas semanas depois, a maga do jornalismo nos brinda — agora na rádio CBN, também da Globo — com uma explanação cuja primazia é, finalmente, só dela. No caso, Hippolito interage (na realidade, faz o possível para falar) com o apresentador Roberto Nonato.
Você pode ouvir o áudio da entrevista acima, mas, diante de uma demonstração de jornalismo honesto, corajoso e progressista, vale a pena transcrever o diálogo na íntegra:
ROBERTO NONATO: “Oi, Lucia Hippolito, boa noite!”
LUCIA HIPPOLITO (voz embargada): “Boa noite, Nonato. Boa noite, ouvintes da CBN.”
ROBERTO NONATO: “Ô, Lucia… O presidente Lula assinou o decreto que cria o grupo para elaborar o projeto da Comissão da Verdade, sobre violações de direitos no regime militar. E, para tentar resolver aquela crise entre os ministros da Defesa e dos Direitos Humanos, o texto não usa a apalavra ‘repressão’, Lucia. É uma tentativa de apagar o incêndio entre os ministros, né?”
LUCIA HIPPOLITO (a voz piora): “Olha, Luís (Luís?!? Não era Nonato?). Eu… eu… eu, particularmente, acho uma coisa muito complicada. Acho que o presidente… cometeu um… um erro político… no sentido de cooo… de cometer um… um… um mooonte de… de… de… erros…. De… de… de criar um monte de empresas… (empresas??? no Plano Nacional de Direitos Humanos?), um monte de brigas… nesse problema. Agora, eu acho o seguinte: desse ponto de vista exclusivo… das… das… ele num… das, das… dos direitos humanos, do ponto de vista dos direitos humanos… eu vou dizer uma coisa para você… é…”
ROBERTO NONATO: “Ô, Lucia… A gente vai tentar refazer o contato pra voltar daqui a pouco em melhores condições…”
LUCIA HIPPOLITO: “Éééé… esse… o telefone tá piscando (hã?)… tá… ele tá cortando a linha… (desligam o som).
ROBERTO NONATO: Tá, ok. Só um instantinho. Daqui a pouco a gente volta…
O resumo da ópera (bufa) é que nunca um apresentador da CBN esteve tão coberto de razão: silenciar Lucia Hippolito é a melhor maneira de ouvi-la “em melhores condições”.
Já confundiram o Super-Homem com um pássaro e até um avião. Mas, nestes anos sagrados para a grande mídia, quem há de não reconhecer, sob qualquer circunstância, a contundência da superjornalista Lucia Hippolito — a mais rebelde das “meninas do Jô”, emérita expoente do “padrão Ali Kamel de jornalismo”?
Num programa da Globo News exibido no final de 2009, Hippolito cometeu o singelo deslize de chamar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, de “Gilmar Dantas”. Mas explicou-se aos telespectadores: “Eu não posso nem dizer que eu tenho a primazia do ato falho. Ricardo Noblat, no seu… no seu… (blog?) um dia já o chamou de Gilmar Dantas”. Segundo o jornalista Paulo Henrique Amorrim, tratou-se apenas de “outra forma consagradora de o PiG (Partido da Imprensa Golpista) homenagear o Supremo Presidente do Supremo”.
Duas semanas depois, a maga do jornalismo nos brinda — agora na rádio CBN, também da Globo — com uma explanação cuja primazia é, finalmente, só dela. No caso, Hippolito interage (na realidade, faz o possível para falar) com o apresentador Roberto Nonato.
Você pode ouvir o áudio da entrevista acima, mas, diante de uma demonstração de jornalismo honesto, corajoso e progressista, vale a pena transcrever o diálogo na íntegra:
ROBERTO NONATO: “Oi, Lucia Hippolito, boa noite!”
LUCIA HIPPOLITO (voz embargada): “Boa noite, Nonato. Boa noite, ouvintes da CBN.”
ROBERTO NONATO: “Ô, Lucia… O presidente Lula assinou o decreto que cria o grupo para elaborar o projeto da Comissão da Verdade, sobre violações de direitos no regime militar. E, para tentar resolver aquela crise entre os ministros da Defesa e dos Direitos Humanos, o texto não usa a apalavra ‘repressão’, Lucia. É uma tentativa de apagar o incêndio entre os ministros, né?”
LUCIA HIPPOLITO (a voz piora): “Olha, Luís (Luís?!? Não era Nonato?). Eu… eu… eu, particularmente, acho uma coisa muito complicada. Acho que o presidente… cometeu um… um erro político… no sentido de cooo… de cometer um… um… um mooonte de… de… de… erros…. De… de… de criar um monte de empresas… (empresas??? no Plano Nacional de Direitos Humanos?), um monte de brigas… nesse problema. Agora, eu acho o seguinte: desse ponto de vista exclusivo… das… das… ele num… das, das… dos direitos humanos, do ponto de vista dos direitos humanos… eu vou dizer uma coisa para você… é…”
ROBERTO NONATO: “Ô, Lucia… A gente vai tentar refazer o contato pra voltar daqui a pouco em melhores condições…”
LUCIA HIPPOLITO: “Éééé… esse… o telefone tá piscando (hã?)… tá… ele tá cortando a linha… (desligam o som).
ROBERTO NONATO: Tá, ok. Só um instantinho. Daqui a pouco a gente volta…
O resumo da ópera (bufa) é que nunca um apresentador da CBN esteve tão coberto de razão: silenciar Lucia Hippolito é a melhor maneira de ouvi-la “em melhores condições”.
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