Artigo de Joel Benin*
Foi a partir do final da década de 1940, quando ainda a única instituição de ensino superior, em Curitiba, era a Universidade Federal do Paraná e que se construíam as obras do Centro Cívico é que Juscelino Kubitschek chega à presidência da República e trouxe novos ares políticos ao Brasil. Neste contexto é que os estudantes iniciaram o movimento para conquistarem um espaço que pudesse abrigá-los.
Levando em conta a cidade, como contexto, vale destacar a opinião de Roland Barthes. Ele diz: “A Cidade é um discurso, e esse discurso é verdadeiramente uma linguagem: a cidade fala aos seus habitantes, falamos nossa cidade, a cidade em que nos encontramos, habitando-a simplesmente, percorrendo-a, olhando-a.”
O desafio de construir a casa começou com a diretoria da União Paranaense de Estudantes, liderada pelo então presidente Oséas de Castro Neves, que iniciou um movimento de criar um espaço que amparasse os estudantes de baixo poder financeiro. O movimento conseguiu atingir seu objetivo, tanto assim que, em 11 de agosto de 1948, foi criada a Fundação Casa do Estudante Universitário do Paraná, com apoio de Hermínia Rolim Lupion.
Inicialmente a entidade funcionou em um prédio alugado localizado na Av. Luiz Xavier. Na época comportava 160 moradores, que lá, além das necessárias acomodações, contavam ainda com as refeições.
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Uma visão da modernidade nas cidades, por Joel Benin
Amigo e camarada há mais de 20 anos, o Joel está se afirmando como um bom historiador, habilidade acrescentada à excelente liderança e articulação política. Dá-lhe Benin:
MODERNIDADE – MUNDO URBANO
*Joel Benin
Tentando compreender a evolução do mundo urbano, podemos identificar, na leitura de alguns autores, dos séculos XIX e XX, quando estes autores percebem que para alguns o modernismo poder ser algo relacionado a aspectos do espírito e mantém relação direta com o mundo intelectual e artístico ou fala-se em modernização que, para muitos, é a capacidade do homem de desenvolver a sociedade do ponto de vista material, econômico e político. Para Baudelaire, por exemplo, era necessário que o homem tivesse a capacidade de captar a aparência e o sentimento de sua própria era.
A cidade moderna e suas ruas apresentavam novos desafios, misturando novidades, incertezas e um certo movimento caótico mas, ao mesmo tempo, a cidade moderna, como mostra Baudelaire, desencadeia novas formas de liberdade criando oportunidades de novas experiências, possíveis de serem vividas pelas novas massas urbanas.
Para Clóvis Gruner e Luiz Carlos Cereza , no texto “As tramas da ficção”, a experiência da modernidade está diretamente relacionada com a vida urbana. Sobre isso afirmam:
A experiência da modernidade é essencialmente urbana. Razão pela qual a cidade constitui-se, principalmente ao longo do século XIX, paisagem privilegiada da vida moderna. Cenário de experiências, palco de inflexões, a cidade do século XIX seria o espaço por excelência da realização da utopia moderna: ela representa, a um só tempo, a possibilidade de desnaturalização e de fabricação de vida.(GRUNER; CEREZA In GRUNER; DENIPOTI, 2008, p. 149)
Para ler a íntegra do arquivo, clique aqui – Modernidade.
MODERNIDADE – MUNDO URBANO
*Joel Benin
Tentando compreender a evolução do mundo urbano, podemos identificar, na leitura de alguns autores, dos séculos XIX e XX, quando estes autores percebem que para alguns o modernismo poder ser algo relacionado a aspectos do espírito e mantém relação direta com o mundo intelectual e artístico ou fala-se em modernização que, para muitos, é a capacidade do homem de desenvolver a sociedade do ponto de vista material, econômico e político. Para Baudelaire, por exemplo, era necessário que o homem tivesse a capacidade de captar a aparência e o sentimento de sua própria era.
A cidade moderna e suas ruas apresentavam novos desafios, misturando novidades, incertezas e um certo movimento caótico mas, ao mesmo tempo, a cidade moderna, como mostra Baudelaire, desencadeia novas formas de liberdade criando oportunidades de novas experiências, possíveis de serem vividas pelas novas massas urbanas.
Para Clóvis Gruner e Luiz Carlos Cereza , no texto “As tramas da ficção”, a experiência da modernidade está diretamente relacionada com a vida urbana. Sobre isso afirmam:
A experiência da modernidade é essencialmente urbana. Razão pela qual a cidade constitui-se, principalmente ao longo do século XIX, paisagem privilegiada da vida moderna. Cenário de experiências, palco de inflexões, a cidade do século XIX seria o espaço por excelência da realização da utopia moderna: ela representa, a um só tempo, a possibilidade de desnaturalização e de fabricação de vida.(GRUNER; CEREZA In GRUNER; DENIPOTI, 2008, p. 149)
Para ler a íntegra do arquivo, clique aqui – Modernidade.
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