(Recebi por e-mail da Ana Carolina Caldas)
Para resgatar o verdadeiro sentido do pré carnaval, o Bloco Garibaldis e Sacis convoca coletiva de imprensa para esta quinta feira, às 11 horas, na Agência Getz Comunicação. O objetivo principal é divulgar o posicionamento do grupo para o próximo domingo, além de reiterar a importância desta manifestação cultural para cidade e o respeito aos mais de 15 mil foliões curitibanos que participam da festa que acontece há 14 anos. Os organizadores do evento procuraram a Getz Comunicação que vem se notabilizando em campanhas sociais, para buscar uma estratégia, a ser apresentada durante a coletiva, que venha responder a necessidade de valorização do potencial cultural, comercial e turístico do pré carnaval.
Através do Garibaldis & Sacis, Curitiba exibe suas diferenças e peculiaridades em uma festa que resgata o carnaval de rua e se revela como referência de arte e cultura. Um pré carnaval de misturas, em que a celebração das diferenças toma, ano a ano, as ruas do centro histórico da cidade. Este é o espírito da festa que acontece desde 1998, criada espontaneamente por artistas curitibanos. No último domingo, os repiques, as fantasias, as cirandas e os refrões bem humorados legraram novamente mais de 7 mil foliões presentes. Porém, nenhum deles imaginava que ao final da festa, da manifestação pacífica que acontece todos os anos, veriam e participariam de cenas de terror.
O Largo da Ordem foi palco da ação violenta de policiais militares contra os foliões que brincavam após o pré carnaval. De forma desproporcional, um batalhão de choque iniciou uma verdadeira guerra com disparos de balas de borracha e bombas de efeito moral, deixando muitos foliões feridos. Segundo a polícia, foram jogadas garrafas e pedras em uma viatura da PM e por este motivo o reforço policial foi chamado.
Apesar do triste episódio, a última apresentação de 2012 do Garibaldis e Sacis está confirmada para o próximo domingo. Os organizadores já solicitaram, através das redes sociais, que os foliões participem vestindo branco. Além desta proposta, outras já foram organizadas e serão divulgadas durante a coletiva. “Vamos para a rua com o mesmo espírito de sempre, que é o de brincar com alegria, paz e amor. Porém, agora é necessário resgatar e reafirmar a essência desta festa. Vestir a camisa pela paz.” explica Luiz Nobre, um dos organizadores do bloco.
Garibaldis e Sacis: celebração da alegria
Da idéia brincalhona de um grupo de amigos artistas, surgiu em 1998 o Pré Carnaval Garibaldis e Sacis, que reunia na época pouco mais do que cem pessoas no Largo da Ordem. Ao longo dos anos, a festa caiu no gosto do curitibano e atualmente são milhares reunidos nos quatro domingos que antecedem o carnaval. Diante do crescimento, os amigos resolveram criar a um ano e meio atrás a Associação Recreativa Cultural Amigos do Garibaldis e Sacis, que conta com 25 pessoas associadas, as mesmas responsáveis pela organização do evento. Há também a bateria formada por mais de 20 músicos da cidade. Todos voluntários.
A brincadeira que deu certo...
O Bloco Pré Carnavalesco Garibaldis & Sacis teve início em 1998 a partir de uma provocação que o artista maranhense Itaércio Rocha – hoje presidente da Associação Recreativa Cultural Amigos do Garibaldis & Sacis – fez no programa “Samba De Bamba”, apresentando pelo jornalista Rodrigo Browne, na Rádio Educativa do Paraná, convidando as pessoas a se reunir nos domingos pré carnaval para brincar a folia. Isso bastou para motivar um grupo de amigos a planejar a festa para o ano seguinte.
Em 1999, artistas ligados à Faculdade de Artes do Paraná (FAP), ao Conservatório de Música Popular Brasileira, ao Teatro de Bonecos e ao Grupo Mundaréu, encontraram-se rotineiramente nos domingos de janeiro no Saccy Bar, centro histórico de Curitiba, para discutir a organização da festa. Numa destas reuniões foi eleito o nome do bloco, “Garibaldis & Sacis”, em alusão e homenagem ao itinerário idealizado. O ponto de partida seria o Saccy Bar e o ponto final do trajeto a Praça Garibaldi. Desta forma, o bloco desfilaria pelas ruas convidando as pessoas a participar, além de buscar o resgate dos antigos carnavais de rua.
Paralelo ao crescimento do bloco, o aparato de som também se desenvolveu. O músico Ricardo “Rosinha”, mesmo criador do invento com o carrinho de supermercado, levou para as ruas um Fiat Fiorino com o som que ajudou a fazer a festa até 2008. Nos anos seguintes, financiado pelos próprios foliões, o bloco contratou uma Kombi que funciona como mini trio elétrico.
Inicialmente o desfile começava por volta das 13 horas, na tentativa de aproveitar o público que se dirigia até o Largo da Ordem para fazer compras ou passear pela Feira de Domingo e terminava com um grande Cacuriá, em que todos participavam. Com o aumento do número de pessoas que o seguiam e um entrave referente ao horário da missa de domingo na Igreja de São Francisco da Ordem, que coincidia com o horário de saída do bloco, o início da festa foi adiada para as 15h30 e o ponto de partida alterado para frente do Memorial da Cidade, também no Largo da Ordem.
O Bloco por si só é um grande sucesso e tem como objetivo a valorização da cultura popular. Tanto que a partir dele, surgiram outros eventos. Nos últimos anos realizaram, periodicamente, sambas de mesa em frente ao Conservatório de MPB, no bar do Cícero, hoje conhecido como bar Brasileirinho. Além dos sambas, os encontros resultaram em outras duas festas populares que agora ocorrem anualmente: O “Arraial da Anita”, uma festa com temática junina (quadrilha, batuques e fandangos) fora de época, realizado de maneira comunitária e o “Sarau do Saci”, evento em que artistas da cidade apresentam poesias, músicas, histórias e contos em frente ao Relógio das Flores. Uma celebração de primavera aberta ao grande público, com forte foco na infância, pois, nela são homenageados o Dia de Cosme e Damião, o Dia das Crianças e o Dia da Padroeira, Nossa Senhora Aparecida.
Coletiva de imprensa
Dia 09/02 - quinta-feira
11h
Rua Joaquim da Silva Sampaio, 136 na Agência Getz Comunicação
Contato imprensa – Ana Carolina Caldas (41)92114915
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Garibaldis & Sacis, o fascismo e a polícia (que virou caso de polícia!)
Olha quanta coisa acontecendo e eu sem escrever! Assim não dá!
Ainda não fui no "Garibaldis" este ano. Mas estou lá todo domingo de alguma forma, pelas fotos que vejo, pelos amigos que contam como foi e assim é. Para um joinvillense (onde há bem menos carnaval que em Curitiba) não é de se estranhar.
Então eu não estava lá no domingo e não levei tiro nem cacetada. Mas vou dar palpite mesmo assim.
Na segunda-feira fui até o Largo na concentração chamada Bandeira Branca. Mais que uma manifestação, foi um bate papo entre pessoas que estavam tentando entender o que aconteceu realmente, para saber como se posicionar.
A Gazeta do Povo até fez uma matéria bacana (leia aqui), mas outros órgãos de imprensa, a polícia e o próprio governo pisaram feio na bola ao falar em dois lados: Foliões X PM; como se o incidente de domingo tivesse sido culpa dos "dois lados". Mas não há "dois lados". Há uns poucos babacas vândalos, há policiais brutos e sem comando e há a imensa maioria das pessoas que só queria se divertir e sofreram as consequências.
Qualquer raciocínio simplório levaria à conclusão de que se os milhares de foliões que estavam no Largo domingo resolvessem barbarizar e vandalizar, não haveria contingente policial ou bala de borracha que segurasse a onda. Ora: 99,99% das pessoas que estavam no Largo só queria se divertir em paz!
O problema é que a Polícia Militar resolveu (por que?) tratar a todos pior de que se fossem vândalos, por ser incapaz de isolar e conter os poucos gatos pingados, espíritos de porco, dispostos a estragar a festa.
Então a lógica da PM foi a pior possível, a do fascismo. Ao se ver atacada por alguns poucos vândalos, a PM resolveu distribuir bordoadas no atacado e combater TODO MUNDO. Mas havia milhares de pessoas lá. Famílias inteiras, idosos, crianças e marmanjos "do bem", que não queriam confusão nenhuma.
E aí, me desculpem aqueles que não querem politizar a questão, é difícil não fazer paralelo com o que houve na comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, há poucas semanas. Difícil de não se revoltar contra esses governos tucanos que querem impor até as formas de diversão que as pessoas devem escolher; que fecham bares e dificultam o trabalho dos músicos, como o quem vem acontecendo na noite curitibana desde o ano passado.
Há também a tese de que a confusão teria sido planejada e iniciada por pessoas contrárias a existência de carnaval em Curitiba; pois vamos combinar, tem louco pra tudo. Então, grupos de direita, que pregam a pureza da "raça" e imbecilidades desse nível, estariam incomodados com o vertiginoso crescimento do Bloco Garibaldis e Sacis. Essa tese é reforçada por relatos de que a confusão se alastrou por bares do São Francisco, que sofreram ataques gratuitos na noite de domingo.
Independente das teses, fico com os Garibaldis & Sacis que na concentração de segunda rechaçaram o revanchismo e o espírito de vingança. Preferiram levantar bandeira branca, pois apesar da indignação, só com espírito leve e democrático esse tipo de manifestação popular se sustenta.
O registro que fiz em vídeo é autoexplicativo do espírito dos foliões, completamente desarmados do que não seja vontade de brincar e ser feliz.
Ainda não fui no "Garibaldis" este ano. Mas estou lá todo domingo de alguma forma, pelas fotos que vejo, pelos amigos que contam como foi e assim é. Para um joinvillense (onde há bem menos carnaval que em Curitiba) não é de se estranhar.
Então eu não estava lá no domingo e não levei tiro nem cacetada. Mas vou dar palpite mesmo assim.
Na segunda-feira fui até o Largo na concentração chamada Bandeira Branca. Mais que uma manifestação, foi um bate papo entre pessoas que estavam tentando entender o que aconteceu realmente, para saber como se posicionar.
A Gazeta do Povo até fez uma matéria bacana (leia aqui), mas outros órgãos de imprensa, a polícia e o próprio governo pisaram feio na bola ao falar em dois lados: Foliões X PM; como se o incidente de domingo tivesse sido culpa dos "dois lados". Mas não há "dois lados". Há uns poucos babacas vândalos, há policiais brutos e sem comando e há a imensa maioria das pessoas que só queria se divertir e sofreram as consequências.
Qualquer raciocínio simplório levaria à conclusão de que se os milhares de foliões que estavam no Largo domingo resolvessem barbarizar e vandalizar, não haveria contingente policial ou bala de borracha que segurasse a onda. Ora: 99,99% das pessoas que estavam no Largo só queria se divertir em paz!
O problema é que a Polícia Militar resolveu (por que?) tratar a todos pior de que se fossem vândalos, por ser incapaz de isolar e conter os poucos gatos pingados, espíritos de porco, dispostos a estragar a festa.
Então a lógica da PM foi a pior possível, a do fascismo. Ao se ver atacada por alguns poucos vândalos, a PM resolveu distribuir bordoadas no atacado e combater TODO MUNDO. Mas havia milhares de pessoas lá. Famílias inteiras, idosos, crianças e marmanjos "do bem", que não queriam confusão nenhuma.
E aí, me desculpem aqueles que não querem politizar a questão, é difícil não fazer paralelo com o que houve na comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, há poucas semanas. Difícil de não se revoltar contra esses governos tucanos que querem impor até as formas de diversão que as pessoas devem escolher; que fecham bares e dificultam o trabalho dos músicos, como o quem vem acontecendo na noite curitibana desde o ano passado.
Há também a tese de que a confusão teria sido planejada e iniciada por pessoas contrárias a existência de carnaval em Curitiba; pois vamos combinar, tem louco pra tudo. Então, grupos de direita, que pregam a pureza da "raça" e imbecilidades desse nível, estariam incomodados com o vertiginoso crescimento do Bloco Garibaldis e Sacis. Essa tese é reforçada por relatos de que a confusão se alastrou por bares do São Francisco, que sofreram ataques gratuitos na noite de domingo.
Independente das teses, fico com os Garibaldis & Sacis que na concentração de segunda rechaçaram o revanchismo e o espírito de vingança. Preferiram levantar bandeira branca, pois apesar da indignação, só com espírito leve e democrático esse tipo de manifestação popular se sustenta.
O registro que fiz em vídeo é autoexplicativo do espírito dos foliões, completamente desarmados do que não seja vontade de brincar e ser feliz.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Sobre o Carnaval, no caso o de Antonina
Sou joinvillense e lá vivi até os vinte e tantos anos, portanto, como já disse aqui, conheço o Carnaval como um turista. Se os curitibanos acham que aqui não tem carnaval, devo avisar que lá na Manchester barriga-verde nem feriado é, e nada muda a não ser a programação da TV. Pena isso, pois lá, como cá, tem muita gente que gosta da folia, há escolas de samba, blocos... mas o evento não empolga a cidade.
Bom, fui para Antonina passar o Carnaval pela primeira vez. Pra começar a cidade é linda, os prédios e casarões antigos são um encanto. O jeito caiçara-açoriano é muito hospitaleiro. Enfim, uma cidadezinha deveras agradável exceto pelo calor, quase insuportável.
O Carnaval me surpreendeu. Um belíssimo e empolgante espetáculo que contagia dezenas de milhares de pessoas que ocupam as ruas centrais todas as noites. Perdi o sábado, que era de blocos. Assisti as escolas no domingo e as “escandalosas” na segunda-feira. As escolas foram ótimas, com belos enredos, excelentes baterias, carros alegóricos, fantasias bem feitas, etc. O desfile é um grande show, levemente prejudicado pela demora no intervalo de uma escola para outra.
Sobre as “escandalosas” tem de tudo. Desde transexuais e drag queens profi, até foliões sarristas, que são a grande maioria. É muito legal ver famílias inteiras fantasiadas tomarem as ruas. Há o concurso das escandalosas e os mais cara-de-pau sobem numa passarela e desfilam na frente de sei lá quantas mil pessoas que se divertem a valer. Impagável!
Enfim, ainda sem muito traquejo, me considero um folião (palavrinha esquisita), com muita vontade de voltar em 2011 pra Antonina, ou ir pra qualquer cidade parecida em que algo um pouco menos fake que Ivete Sangalo dê o tom do carnaval.
Veja as fotos abaixo ou no meu álbum no Picasa.
Bom, fui para Antonina passar o Carnaval pela primeira vez. Pra começar a cidade é linda, os prédios e casarões antigos são um encanto. O jeito caiçara-açoriano é muito hospitaleiro. Enfim, uma cidadezinha deveras agradável exceto pelo calor, quase insuportável.
O Carnaval me surpreendeu. Um belíssimo e empolgante espetáculo que contagia dezenas de milhares de pessoas que ocupam as ruas centrais todas as noites. Perdi o sábado, que era de blocos. Assisti as escolas no domingo e as “escandalosas” na segunda-feira. As escolas foram ótimas, com belos enredos, excelentes baterias, carros alegóricos, fantasias bem feitas, etc. O desfile é um grande show, levemente prejudicado pela demora no intervalo de uma escola para outra.
Sobre as “escandalosas” tem de tudo. Desde transexuais e drag queens profi, até foliões sarristas, que são a grande maioria. É muito legal ver famílias inteiras fantasiadas tomarem as ruas. Há o concurso das escandalosas e os mais cara-de-pau sobem numa passarela e desfilam na frente de sei lá quantas mil pessoas que se divertem a valer. Impagável!
Enfim, ainda sem muito traquejo, me considero um folião (palavrinha esquisita), com muita vontade de voltar em 2011 pra Antonina, ou ir pra qualquer cidade parecida em que algo um pouco menos fake que Ivete Sangalo dê o tom do carnaval.
Veja as fotos abaixo ou no meu álbum no Picasa.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
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