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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Por que a Monsanto é tão detestada?

Do Portal Vermelho.

“Queremos apenas um rótulo”, gritam os manifestantes que marcham em direção à Casa Branca. “Oitenta por cento dos alimentos num supermercado são produzidos com ingredientes geneticamente modificados. Mas essa informação não consta [nas embalagens]“, reclama Megan Westgate, chefe do projeto NONGMO e uma das organizadoras da manifestação em Washington.

Nos Estados Unidos, alimentos produzidos a partir de “organismos geneticamente modificados” – GMO, na sigla em inglês – não precisam trazer essa informação na embalagem.

A caminhada para a Casa Branca e a subsequente manifestação nos arredores do Parque Lafayette são o ponto alto da marcha Rigth2Know – “direito de saber”, em português. Um dos participantes é o alemão Joseph Wilhelm, fundador da rede orgânica Rapunzel. Ele já organizou duas marchas contra os transgênicos na Alemanha. “Fiz todo o caminho de Nova York a Washington a pé”, diz, orgulhoso, ao tirar os sapatos.

Na verdade, Wilhelm gostaria que a marcha tivesse um outro destino: a sede da Monsanto em Saint Louis, no estado do Missouri. Para ele, a empresa é “o símbolo do desenvolvimento de sementes geneticamente manipuladas”. Mas uma marcha até St. Louis chamaria pouca atenção para a questão da rotulagem dos alimentos transgênicos.

A centenária Monsanto foi refundada em 1997 como empresa agrícola. A história dela remonta a 1901. Ao seu passado pertence, entre outras coisas, a fabricação do agente laranja, o famigerado herbicida utilizado pelos militares americanos durante a Guerra do Vietnã. O agente laranja é considerado responsável por graves problemas de saúde de soldados americanos e vietnamitas.

Hoje a Monsanto se apresenta como empresa que desenvolve e vende apenas sementes e produtos agrícolas. Entre eles estão sementes de milho e de algodão resistentes a pragas, lançadas no mercado nos anos 1990.

No caso dessas sementes, “a própria planta produz o veneno”, diz Wilhelm. Quando a planta é utilizada para alimentar animais, que, por sua vez, são usados como alimentos por seres humanos, “ingere-se o veneno junto”, afirma. A carne de animais alimentados com produtos transgênicos não é rotulada na maioria dos países.

Outro tipo de produto são sementes, por exemplo de colza ou de soja, resistentes aos herbicidas da Monsanto, como o amplamente difundido Roundup. Esse herbicida mata todas as plantas do local onde é aplicado, exceto aquelas geneticamente modificadas pela Monsanto para serem resistentes a ele.

A Monsanto afirma que as sementes transgênicas não são prejudiciais à saúde. “Antes de serem colocadas no mercado, plantas biologicamente modificadas precisam ser submetidas a mais testes e exames do que outros produtos agrícolas” nos Estados Unidos, diz o porta-voz da Monsanto Europa, Mark Buckingham.

Nem todos têm a mesma opinião. “Quando vejo o sistema regulatório para plantas geneticamente modificadas, acredito que seja insuficiente”, considera Bill Freese, do Centro para Segurança Alimentar, uma organização sem fins lucrativos dos EUA que defende a agricultura sustentável.

Quando se modifica geneticamente uma planta, cria-se uma mutação, explica Freese. “A partir daí podem surgir defeitos: menor valor nutricional, toxinas em quantidade maior do que as naturalmente presentes, em quantidades pequenas e inofensivas, na planta ou até toxinas completamente novas.”

Manifestação anti-Monsanto
Um grande problema dos transgênicos, na sua opinião, são as alergias. Devido à falta de informação nos rótulos dos alimentos, o consumidor não tem como saber posteriormente o que pode ter causado uma reação alérgica.

O presidente do Instituto Millennium de Washington, Hans Rudolf Herren, também alerta para problemas de saúde provenientes de plantas geneticamente modificadas, especialmente porque, ao contrário das promessas de empresas como a Monsanto, em longo prazo cada vez mais veneno é necessário, afirma.

“Já não basta pulverizar uma vez, pulveriza-se duas vezes e com um verdadeiro coquetel de herbicidas”, diz. Segundo ele, isso ocorre porque as ervas daninhas se tornam resistentes ao veneno. Herren as chama de “superervas daninhas”.

A favor das sementes geneticamente modificadas usa-se muitas vezes o argumento da luta contra a fome. “Modificações genéticas oferecem a agricultores e consumidores uma ampla gama de possibilidades, impossíveis de serem alcançadas com outros meios”, diz Buckingham. Ele cita como exemplo a Índia, afirmando que a colheita de arroz aumentou de 300 quilos por hectare em 2002 para 524 quilos por hectare em 2009.

A ativista indiana Vandana Shiva, vencedora do Prêmio Nobel Alternativo, também participou dos protestos em Washington. Ela luta há anos contra a Monsanto e menciona o relatório O rei dos GMOs está nu, publicado por sua organização Navdanya International em outubro deste ano.

Segundo o documento, a Monsanto prometeria aos agricultores na Índia colheitas muito mais altas do que as citadas por Buckingham e não conseguiria manter essa promessa. Shiva diz que as sementes geneticamente modificadas não aumentaram as colheitas e que a afirmação de que menos químicos são necessários não é verdade.

As críticas concentram-se sobre a Monsanto, porque, segundo Shiva, “95% das sementes de algodão são controladas pela empresa, que possui contratos de licenciamento com 60 empresas de sementes indianas”. A própria Monsanto não divulga dados sobre a sua participação em mercados fora dos EUA.

Nos Estados Unidos, segundo a Monsanto, a empresa fornece cerca de um terço das sementes de milho e nove de cada dez campos de soja são cultivados com a tecnologia Roundup Ready, da Monsanto e suas licenciadas.

Como a semente da Monsanto é patenteada, os agricultores só podem utilizá-la para um plantio. Eles não podem reivindicar o direito de guardar uma parte da colheita como semente para o próximo ano, como se faz na agricultura tradicional. Por terem de comprar sementes caras todos os anos, argumenta Shiva, muito agricultores indianos estão altamente endividados. Ela diz que 250 mil fazendeiros se mataram na Índia por causa de dívidas. “A maioria desses suicídios ocorreu em áreas de cultivo de algodão”, diz.

Um estudo do Instituto Internacional de Pesquisa em Política Alimentar (IFPRI, na sigla em inglês) não conseguiu, porém, identificar uma relação direta entre o cultivo de algodão geneticamente modificado e os suicídios dos agricultores. De acordo com o estudo, houve de fato um aumento da colheita em várias partes da Índia por causa do algodão transgênico. Perdas na colheita – que também foram registradas – foram causadas por secas ou outras condições desfavoráveis.

“Informaremos às pessoas se seus alimentos são geneticamente modificados, pois os norte-americanos devem saber o que estão comprando”, prometera o então candidato à presidência dos EUA Barack Obama em 2007. Entretanto, até agora nada aconteceu nesse sentido.

A responsável pela análise e rotulagem de alimentos nos Estados Unidos é a Food and Drug Administration (FDA), mais especificamente o presidente da área de segurança alimentar. Em 2010, Obama designou um novo nome para o cargo: Michael R. Taylor. Um de seus empregos anteriores foi o de vice-presidente de políticas públicas da Monsanto.

Publicado, originalmente, na versão em português do site alemão DW

quinta-feira, 21 de junho de 2012

MARCHA DAS VADIAS CWB – 2012

Dia 14 de julho – Sábado – às 11h – Passeio Público



Precisamos mesmo de uma Marcha das Vadias?

Em 2011 realizamos em Curitiba a primeira Marcha das Vadias, buscando refletir sobre a culpabilização da mulher em casos de agressão sexual. Tivemos intensos debates sobre a validade do movimento, a polêmica do nome e a origem canadense da Marcha. Discutimos sobre a participação das mulheres negras, sobre o caráter elitista do grupo, a participação masculina, o apoio às prostitutas, a causa LGBTT, o movimento feminista curitibano. Mobilizamos virtualmente quase 30.000 pessoas em torno da discussão sobre a cultura de agressão sexual. Levamos mais de 1000 pessoas às ruas do centro de Curitiba, para reivindicar a autonomia no uso do próprio corpo e debater a violência que assola a nossa cidade.

Durante todo o ano fomos às ruas, ocupamos a Boca Maldita, discutimos o machismo da política paranaense, nos manifestamos a favor da descriminalização do aborto e contra a banalização da violência sexual na TV. Comemoramos o Dia do Laço Branco, da Não-Violência, criamos campanhas de conscientização pelo fim da violência de gênero. Participamos da Conferência Municipal de Políticas Públicas para Mulheres e fizemos parte, juntamente com outros coletivos, da organização da Marcha das Mulheres do Campo e da Cidade. No dia 08/03 marchamos por um mundo mais justo.

Missão cumprida? Não, estamos muito longe disso. Os números da violência de gênero crescem a cada dia, no Brasil e em nossa cidade. No nosso país quase 2,1 milhões de mulheres são espancadas por ano, sendo 175 mil por mês, 5,8 mil por dia, 4 por minuto e uma a cada 15 segundos. Em 70% dos casos, o agressor é uma pessoa com quem ela mantém ou manteve algum vínculo afetivo. As agressões são similares e recorrentes, acontecem nas famílias, independente de raça, classe social, idade ou de orientação sexual de seus componentes.

O Brasil é o 7° país do mundo que mais mata mulheres. O Paraná é o 3º estado no ranking e Piraquara é a 2º cidade brasileira com maior número de assassinatos de mulheres. O Paraná é o segundo estado mais homofóbico do país. Em Curitiba a cada 1 dia e ½ uma pessoa LGBT é brutalemente assassinada. Em 2011, no Paraná, mais de 17 mil mulheres foram agredidas e mais de 4 mil foram vítimas de crime sexual. Em 2012, quase 5 mil mulheres foram vítimas de violência. Em Curitiba, 115 mulheres foram assassinadas em 2011 e 30 mulheres foram mortas no início de 2012.

Sabemos que estes números são ainda maiores, pois muitas vítimas não denunciam seus agressores. E são assustadores, poisa maioria das agressões (física, sexual, psicológica) ocorrem em casa e que desde criança estamos sujeitas a elas.

Criamos uma sociedade que tolera a violência e que atribui a culpa à própria vítima. É essa cultura machista que queremos transformar. Lutamos para que a mulher deixe de ser vista como um mero objeto e passe a ser vista como uma pessoa, com direitos e vontades.

Para que isso seja possível, precisamos de políticas públicas voltadas à saúde, educação e segurança, além de um amplo debate com toda a sociedade. Este é o primeiro passo para que possamos finalmente reverter esse quadro.

Por isso acreditamos que precisamos, sim, levar as Vadias novamente às ruas, para mais uma vez mostrar à toda a cidade que não iremos nos calar.

MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS

AGRESSÃO SEXUAL: A CULPA NUNCA É DA VÍTIMA



Fonte: Perfil da Marcha no Facebook via Blog Lado B

Participe também da comunidade Marcha das Vadias Curitiba

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Minhas fotos da Marcha das Vadias



Manifesto da Marcha das Vadias de Curitiba

“A Marcha de todas as bandeiras”

O Movimento Slutwalk surgiu no Canadá, no início de 2011, e ganhou o mundo levantando a bandeira contra a culpa da mulher em casos de agressão sexual.

Em Curitiba, a organização da Marcha tem gerado calorosos debates. Muitos jovens, mães de família, políticos, têm expressado a compreensão da urgência em se realizar um ato a favor do RESPEITO. O respeito ao outro, personalizado na mulher, na criança – em todas as vítimas de agressão que todos os dias são atendidas em delegacias e hospitais. O respeito à todas as vítimas anônimas, humilhadas, abandonadas e destruídas. Infelizmente a civilidade curitibana não afastou esse fantasma e não podemos mais ser coniventes com todas as formas de desrespeito que presenciamos todos os dias.
Por isso queremos todas as bandeiras na nossa marcha!
* A bandeira da luta contra a violência sexual, a submissão, a exploração do corpo da mulher. A luta contra o conservadorismo que nos diz que, se não quisermos ser estupradas, não devemos provocar.
* A luta contra o moralismo, que nos diz que não podemos usufruir de nossa sexualidade, sensualidade e beleza. Contra o machismo que impede que a mulher seja livre e impõe que seja apenas um objeto.
* O feminismo, renovado, que acolhe as mulheres e orienta na melhor forma de exercer a feminilidade, com força, determinação e respeito.
* A cidadania, que busca a criação de políticas públicas efetivas de proteção aos direitos da mulher, que puna agressores e estupradores.
* O fim do preconceito contra os grupos LGBT, pelo respeito às diferentes formas de orientação sexual.
* A assistência às prostitutas, maiores vítimas de violência e agressão sexual, pelo reconhecimento profissional e por uma condição mais digna, sem exploração.
* O apoio às mulheres agredidas, que tenham a segurança de o Estado irá defendê-las de seus agressores.
Acompanhamos as discussões acerca da dificuldade de ressignificar um termo tão carregado de preconceito, como VADIA, e consideramos que é urgente que todos os nomes pejorativos como puta, biscate, vagabunda, piranha, “mulher fácil” sejam reapropriadas e que a discussão sobre a sexualidade feminina, e tudo o que ela representa, seja pauta política e social.
Se você também não concorda com uma sociedade que aplaude piadas sobre estupro, que segue lideranças que afirmam que, se a mulher foi estuprada, é porque de alguma forma ela consentiu, que banaliza a agressão física, moral e sexual, marche com a gente.
Na “Marcha de todas as bandeiras” traga o seu respeito.
Vista-se como quiser, traga a família, ensine ao mundo que as mulheres devem ser respeitadas.

Diga não à violência!

Mais informações sobre o movimento: www.marchadasvadiascwb.blogspot.com

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A irreverente, descolada e necessária Marcha das Vadias

Fatima Oliveira * no Portal Vermelho.

A de São Paulo foi no sábado último; no dia 18, será aqui

A Marcha das Vadias (SlutWalk) é a reedição da lendária Queima dos Sutiãs (Bra-Burning), após quase 43 anos, com o mesmo fim: visibilizar e escrachar o patriarcado em sua forma cotidiana e cruel - o machismo, esteio da violência contra a mulher?

Sim! A diferença é que a Queima dos Sutiãs original, a primeira, é lenda feminista deliciosa e incendiária, pois ela foi simbólica, tal qual a viúva Porcina, "a que foi sem nunca ter sido". De fato, não aconteceu! Depois de amontoar sutiãs, não permitiram queimá-los no recinto fechado do protesto, mas entrou para a história e virou a fagulha para várias queimas de sutiãs, num mundo de minissaia recém-inventada (1964) e pré-web (1993).

À época, a feminista e escritora Germaine Greer verbalizara: "O sutiã é uma invenção ridícula". Queimar sutiãs se adequou ao discurso de protesto de "400 ativistas do Women's Liberation Movement (WLM) contra o concurso Miss América no Atlantic City Convention Hall, após a Convenção Nacional dos Democratas" (7.7.1968). Deu no "New York Post": "Queimadoras de sutiãs e Miss América".

O feminismo tem tradição de fazer política ousada e criativa, demonstrando, de modo inteligível e de fácil assimilação, que a opressão feminina é um fenômeno pancultural, pois o patriarcado é um sistema cultural e político arcaico - que vê as mulheres como vadias -, sobrevivente e entranhado em todo tipo de Estado contemporâneo. Logo, a ideologia e a luta feministas, não esqueçam, ainda são "da hora"!

É brisa nova a Marcha das Vadias, que invade o mundo como uma onda... Iniciada em Toronto (Canadá), em abril de 2011, como resposta política a um discurso machista de uma autoridade policial, estribado num argumento que tenta nos impor, há séculos, que "quem se veste como vadias estimula crimes sexuais"! Universitárias canadenses foram às ruas, numa performance para antropologia da moda nenhuma botar defeito: roupas putíssimas, estilo matadeira! É a moda fetichista da Daspu, que é um deslumbre, fazendo escola! Estopim chique no último: "A roupa como manifestação simbólica de opiniões libertárias" (O TEMPO, 21.9.2010).

A Marcha das Vadias criou asas. Com adesão espontânea, desinstitucionalizada e a partir da web, mais de 70 cidades já marcharam. Bateu forte em mim. Em 2002, o campus onde ocorria o 9º Encontro Internacional Mulher e Saúde (Toronto) e nos hospedava estava cheio de cartazes aconselhando andarmos em bandos, pois, há uma semana, uma estudante havia sido estuprada e morta ali! Estupros e assassinatos em campus universitários, no mundo, ocorrem com frequência absurda. A tendência tem sido acobertá-los para preservar a moral e os bons costumes(?). Até quando esconder tais crimes será medida tida como pedagógica?

Aqui não é diferente. É ilustrativo o episódio troglodita e vitoriano de Geisy X Uniban (2009), em que a Uniban acolheu a gana de estuprar da turba que a acuou, por causa de um vestido curto, visto como "matador", dando uma resposta sem senso de loção e criando conflitos de fragâncias: eliminou Geisy do corpo discente, endossando a fala do seu secretário geral: "A aluna veio trajada de uma determinada forma e isso provocou os alunos... Ela deu causa".

A Marcha das Vadias tem tudo pra deslanchar por aqui. A de São Paulo foi no sábado, dia 4. E, no dia 18, será a de Belo Horizonte, com concentração na praça da Rodoviária. E o mote é "À Marcha das Vadias só não vai quem já morreu"...

* Médica e escritora. É do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução e do Conselho da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe. Indicada ao Prêmio Nobel da paz 2005.

terça-feira, 29 de março de 2011

I Encontro de Blogueiros Progressistas no Paraná


Será realizado nos próximos dias 09 e 10 de abril o I Encontro de Blogueiros Progressistas no Paraná. O evento será no Hotel Trevi, Rua Ébano Pereira, 139 - Centro, Curitiba e contará com a participação de Beto Almeida, Diretor da Telesur; Valter Sanches, Presidente da TV dos Trabalhadores; Altamiro Borges, Coordenador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé” e Vito Giannotti, Coordenador do NPC – Núcleo Piratininga de Comunicação.

O Encontro Estadual é organizado sob o conceito de rede, de construção coletiva de conhecimento, ou seja, como um espaço aberto e democrático que permite aos ativistas da blogosfera e da internet se conhecerem, trocarem experiências e estabelecerem laços de amizade, trabalho e cooperação que melhor lhes convier.

A Blogosfera Progressista é um movimento amplo e independente de partidos políticos, empresas, governos e sindicatos, mas que Democraticamente coopera e dialoga com toda a sociedade civil organizada ou não!

Se você é blogueiro(a), progressista, e se interessa pelo tema, acesse: http://paranablogs.wordpress.com/

Lá você encontra a programação completa, a ficha de inscrição e demais informações.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

LGBTs protestam contra violência e impunidade

Semana passada eu escrevi sobre dois assassinatos de travestis em dois dias. No sábado os militantes do movimento dos LGBTs fizeram uma manifestação em Curitiba. Reproduzo matéria do portal Paraná On Line:

LGBTs protestam contra violência e impunidade

Paraná e Curitiba estão entre locais que mais violam direitos dos grupos.

Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTs) realizaram uma manifestação, sábado de manhã, em Curitiba, com o intuito de protestar contra a grande quantidade de crimes praticados contra homossexuais na cidade. Eles se reuniram às 11h, na praça Rui Barbosa, e foram em caminhada até a Boca Maldita.

Segundo o representante da entidade Dom da Terra, de defesa dos Direitos de LGBTs, Márcio Marins, no ano passado, foram registrados, no Brasil, 198 casos de assassinatos de LGBTs. Destes, 25 aconteceram no Paraná, sendo 14 em Curitiba. “Estamos no Estado e na capital que mais violam direitos de LGBTs”, afirma.
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Na opinião de Márcio, falta vontade política e policial para resolver o problema, que tem como grande causa a impunidade. “Enviamos vários ofícios sobre o problema à Secretaria de Estado da Segurança Pública, mas muitos ficaram sem resposta. Travestis têm sido tratadas como cidadãs de segunda categoria, isto quando são tratadas como cidadãs. Além disso, a impunidade predomina”, diz.

Dois casos

Na última semana, duas travestis foram assassinadas em Curitiba. Uma no dia 24, na Cidade Industrial (CIC), e outra no dia 25, no bairro Boqueirão. Em 21 de dezembro do ano passado, outro crime chocou a população, quando cinco travestis foram baleadas em um bar localizado na região central. Duas delas morreram.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Participe do 1° Encontro Estadual dos Blogueiros Progressistas

PARTICIPE E DIVULGUE


“A cidadania ativa na Internet: o caráter revolucionário dos blogs. O desafio do Paraná”. Este é o tema do I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas no Paraná (I EEBP-PR), que ocorrerá de 26 a 28 de novembro na sede campestre do Sindijus, em Curitiba.

 O encontro estadual terá como objetivos disseminar o fenômeno dos blogs no Paraná e ampliar o número de agentes ativos na blogosfera como forma de aprofundar o conteúdo de cidadania da internet.

No evento, os sindicatos e partidos políticos progressistas serão convidados a fazer parte do “Movimento Paranaense pelo Direito à Comunicação” – organizado pela recém-criada Associação, como resposta à perseguição à mídia livre e independente e aos blogueiros progressistas do estado.

Serviço:
I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas no Paraná (I EEBP-PR)
Data: dias 26, 27 e 28 de novembro de 2010.
Local: sede campestre do Sindijus (Rua Professor Alberto Piekas, 92, Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba) – Veja mapa e detalhes aqui
Inscrições: serão abertas nos próximos dias através do blog: www.paranablogs.wordpress.com

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Paulo Henrique Amorim lança em Minas Barão de Itararé

Do Portal Vermelho
Contribuir para a democratização dos meios de comunicação e fortalecer as mídias alternativas. É esse o desafio do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé lançado em maio na cidade de São Paulo. A entidade tem como o patrono o sarcástico e pitoresco jornalista Apparicio Torelli um dos precursores da mídia alternativa no Brasil.

Barão de Itararé, como era conhecido, ficou na história pela sua capacidade única de fazer criticas ácidas, irônicas e ao mesmo tempo com forte carga de humor. Além do jornalismo, Apparicio teve uma destacada participação política na cidade do Rio de Janeiro, sendo eleito vereador pelo Partido Comunista do Brasil com expressiva votação.

Para lançar a entidade em Minas será realizado o debate “O PIG está a UTI”, com um dos mais influentes jornalistas do Brasil. Paulo Henrique Amorim participa da linha de frente da construção da mídia alternativa. Através de seu blog, Amorim disserta sobre a política brasileira com a capacidade crítica e o espírito bonachão que faz lembrar o falecido Barão.

Criador da alcunha “PIG” (Partido da Imprensa Golpista) o jornalista denuncia diariamente o esforço sistemático da grande mídia para desestabilizar o governo de Lula e reavivar o projeto neoliberal. Para Amorim, o PIG está na UTI. A saúde do Partido Golpista anda abalada pelo sucesso do governo de Lula e pela dificuldade do candidato da coligação PSDB-DEM-PIG em emplacar nas eleições de 2010.

O debate ainda contará com a presença do presidente nacional da entidade, Altamiro Borges, referência da luta pela democratização da mídia. Miro vem a Minas para inaugurar o Centro Barão de Itararé no estado. Para o diretor do sindicato dos jornalistas de Minas Gerais, Kerison Lopes, o lançamento da entidade no estado mais que oportuno é fundamental. “Em Minas vivemos tempos de pouca liberdade e controle político dos meios de comunicação. A criação do Centro de Estudos Barão de Itararé será recebido pelos mineiros como um importante instrumento para construção de alternativas midiáticas”.

De Belo Horizonte, Pedro Leão

Acesse :www.baraodeitarare.org.br/index.php  e www.paulohenriqueamorim.com.br

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CEU: Uma casa que fez história

Artigo de Joel Benin*

Foi a partir do final da década de 1940, quando ainda a única instituição de ensino superior, em Curitiba, era a Universidade Federal do Paraná e que se construíam as obras do Centro Cívico é que Juscelino Kubitschek chega à presidência da República e trouxe novos ares políticos ao Brasil. Neste contexto é que os estudantes iniciaram o movimento para conquistarem um espaço que pudesse abrigá-los.

Levando em conta a cidade, como contexto, vale destacar a opinião de Roland Barthes. Ele diz: “A Cidade é um discurso, e esse discurso é verdadeiramente uma linguagem: a cidade fala aos seus habitantes, falamos nossa cidade, a cidade em que nos encontramos, habitando-a simplesmente, percorrendo-a, olhando-a.”

O desafio de construir a casa começou com a diretoria da União Paranaense de Estudantes, liderada pelo então presidente Oséas de Castro Neves, que iniciou um movimento de criar um espaço que amparasse os estudantes de baixo poder financeiro. O movimento conseguiu atingir seu objetivo, tanto assim que, em 11 de agosto de 1948, foi criada a Fundação Casa do Estudante Universitário do Paraná, com apoio de Hermínia Rolim Lupion.

Inicialmente a entidade funcionou em um prédio alugado localizado na Av. Luiz Xavier. Na época comportava 160 moradores, que lá, além das necessárias acomodações, contavam ainda com as refeições.

Continue lendo, clique aqui: CEU

Jornalistas e lideranças lançam o Centro "Barão de Itararé"

Do Portal Vermelho: www.vermelho.org.br

Chegou o dia. Na noite desta sexta-feira (14), jornalistas independentes e lideranças sociais fundam, em São Paulo, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”. O coquetel de lançamento, marcado para as 21 horas, ocorre no auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.

Por André Cintra

Antes, às 19 horas, ocorre a primeira ação da nova entidade. O debate “A cobertura jornalística da sucessão presidencial” — com os jornalistas Altamiro Borges (Vermelho), Leandro Fortes (CartaCapital), Maria Inês Nassif (Valor Econômico) e Paulo Henrique Amorim (TV Record e Conserva Afiada) — abre o seminário “A Mídia e as Eleições de 2010”.

“A entidade surge a partir de uma demanda real, que é a luta pela democratização dos meios de comunicação no Brasil. Tem a ver com este momento em que a grande mídia vai assumindo um papel cada vez mais partidarizado, mais ideologizado, golpista. Como contraponto, cresce o movimento para estimular a diversidade e a pluralidade informativa no Brasil”, afirma Altamiro Borges, o Miro, idealizador e presidente do Centro de Estudos.

A homenagem a Barão de Itararé, pseudônimo do jornalista gaúcho Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, resgata as origens da imprensa alternativa brasileira — e um jornalista sarcástico, mas sempre ético. “Antes do Barão, já havia imprensa sindical, anarquista, partidária. Mas é ele que vislumbra e inicia um jornal progressista de circulação nacional, que disputa a opinião da sociedade. Seu jornal A Manha (fundado 1926) chega a ser o segundo mais vendido no Rio de Janeiro, que era a capital federal”, destaca Miro.

Os desafios da atualidade

Segundo o jornalista, é preciso combater o “relaxamento” que se seguiu à Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada no final de 2009, em Brasília. “Há mais pessoas hoje preocupadas com o direito à comunicação, antenadas com essa questão estratégica — mas sem uma militância mais permanente. Um dos nossos objetivos é ajudar a formar essa militância que luta pelo fortalecimento das mídias alternativas.”

Os desafios não param por aí. Na opinião de Miro, o novo centro de estudos tem de se engajar tanto nas lutas existentes na área. “Existem batalhas imediatas — em defesa, por exemplo, do Plano Nacional de Banda Larga, que sofre um verdadeiro bombardeio das operadoras, das teles, da mídia hegemônica. Mas também há lutas de longo prazo, como exigir a aplicação das resoluções da Confecom.”

Miro defende também o “fortalecimento de iniciativas alternativas de comunicação”. Cita o caso de Misael Avelino dos Santos, da Rádio Favela, de Belo Horizonte (MG). “Há cerca de 60 mil pessoas envolvidas nas 3.800 rádios comunitárias do Brasil, muitas delas feitas por gente heróica, como o Misael, que enfrenta a polícia e tem marcas de algema até hoje nas mãos. A gente conhece pouco o que existe de contra-hegemônico.”

Pela emancipação humana

Mas, como deixa exposto o nome da nova entidade, haverá investimentos em pesquisas e estudos — “para entender o que está ocorrendo com a mídia”. De acordo com o jornalista, “os trabalhos dessa frente não podem se militar apenas ao que há de negativo. Não faremos uma boa luta se não entendermos as novas dinâmicas, os novos espaços da comunicação”.

Outro objetivo do Centro "Barão de Itararé" é contribuir para a formação de agentes da mídia alternativa — comunicadores qualificados a serviço de uma mídia democrática e progressista. “Muitos universitários estão se formando para virar Wiliam Bonner e Fátima Bernardes. Precisamos fazer um debate de ideias com essa galera dentro das universidades, valorizar o que é ético na profissão, mostrar como o jornalismo tem a contribuir para a emancipação humana”, conclui Miro.

Leia mais no Vermelho.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A crise da Assembléia e uma nova cultura política (I)

Esse texto é do meu amigo camarada Milton Alves, presidente estadual do PCdoB. Lança luzes sobre o mar de lama descotinado na Assembléia Legislativa do Parana. Foi publicado em seu blog: miltonalves.com - Confira:

Na crise instalada na Assembléia Legislativa do Paraná, além dos fatos condenáveis de corrupção e favoristismo, chama atenção o espiríto de corpo, de auto proteção dos parlamentares, independentemente das suas filiações partidárias e mesmo posturas ideológicas.

Trata-se de um mecanismo de auto defesa, que limita no caso em tela, a separação do joio do trigo, ou melhor, coloca todos no mesmo balaio. Os eventos configuram o maior escândalo de corrupção envolvendo políticos do Paraná dos últimos anos.

Além disso, a gravidade do caso, requer uma conduta mais atilada dos parlamentares, uma necessária postura de investigação e de sentido auto crítico do conjunto da Casa – que diga-se – uma das mais fechadas e conservadoras do Brasil. Para se ter uma idéia, além da falta de transparência, a Alep não tem uma prática institucionallizada que permita a participação da sociedade nos seus debates e no seu funcionamento.

Continue lendo no Blog do Milton Alves.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Manifestação contra corrupção termina com ocupação da Assembleia Legislativa do Paraná

Vídeo da RPC:


A manifestação do movimento “Caça-Fantasmas da Assembleia Legislativa do Paraná” tomou as ruas de Curitiba na manhã desta quarta-feira (14) e terminou com a ocupação da Assembleia pelos estudantes e trabalhadores. O movimento pede a saída do presidente da Assembléia, Nelson Justus, e dos demais membros da mesa diretora para que sejam apuradas as diversas denúncias de corrupção com centenas de funcionários fantasmas.

Mais de 1.500 pessoas participaram da passeata que começou na Praça Santos Andrade e seguiu até o Centro Cívico. Foram protocolados documentos exigindo afastamento da mesa diretora e apuração dos fatos junto ao Ministério Público, Tribunal de Contas (chamado pelos manifestantes de “Tribunal de Faz de Contas”) e na própria Assembleia.

Ao chegarem à Assembleia, os estudantes forçaram um dos portões e ocuparam os corredores e galerias. Os estudantes entraram e realizaram um breve ato em que cantaram de maneira emocionada o Hino Nacional. Em seguida, o prédio foi desocupado de maneira pacífica e os estudantes voltaram para frente da Assembléia e se uniram novamente aos trabalhadores e aos militantes dos movimentos sociais.

Em entrevista ao Jornal Gazeta do Povo, os lideres estudantis afirmaram: “O afastamento de Justus seria uma resposta positiva que a sociedade civil como um todo espera”, disse o presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), Mario de Andrade. “A saída contribuiria com as investigações e seria uma mostra de bom senso”, complementou o presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Paulo Moreira.

No encerramento, os dirigentes das entidades avaliaram a manifestação como vitoriosa e prometeram novas manifestações para as próximas semanas. O Movimento Caça-Fantasmas é formado pelos estudantes através da UPE e UPES; centrais sindicais (CTB e CUT), diversos sindicatos, CMS, UBM, entidades do movimento popular, e pelo PCdoB. Na manifestação desta quarta, o movimento recebeu o reforço de membros do MST de todo o Estado. Eles estão em Curitiba para sua jornada de lutas.

De Curtiba, Ivanovick

Mais um vídeo da RPC:

Veja as fotos da Passeata Caça-Fantasmas da Assembléia Legislativa

quarta-feira, 31 de março de 2010

Os Caça-fantasmas estão de volta! Veja as fotos da manifestação de hoje!

A segunda passeata puxada pelos estudantes através da UPE e da UPES teve a participação das centrais sindicais CTB e CUT, diversos sindicatos e entidades como a UBM e a CONLUTAS e representou um aumento considerável no movimento CAÇA-FANTASMAS da Assembleia Legislativa.

Porém, a participação dos partidos políticos ainda é tímida. O único que participou abertamente na passeata de hoje foi o PCdoB. Seria bom que os partidos e principalmente os deputados se posicionassem mais claramente. Não estou falando de Nelson Justos ou de Alexandre Curi, presidente e secretário da AL. Esses dois devem ser afastados imediatamente. Esses dois deputados tem que explicar essa robalheira toda.

Bom, a passeata teve início na praça Santos Andrade e seguiu até o Centro Cívico. Cerca de 500 pessoas, na maioria estudantes, participaram. Bonito de ver e de participar. Vamos em frente!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vem aí o festival "Barulho Leminski", fique ligado!

Os amigos e companheiros de Monurb, Girino e Mauro estão a toda com esse festival. Tem tudo pra dar certo, mas principalmente muita vontade de fazer um lance legal, que dê esspaço a toda uma galera que produz coisas legais e não tem muito como se expressar e se divertir. Vamos nessa!





















 BARULHO LEMINSKI , O PORQUÊ:

Paulo Leminski foi um poeta curitibano que influencia e vai continuar influenciando pessoas( crianças,jovens ou adultos), com sua poesia e sua irreverência. Seus livros estão espalhados por todas as partes e sua leitura é impressindível .Poeta conhecido e admirado no Brasil e no mundo.

A cena underground curitibana bebeu também na fonte de sua irreverência e de seus pensamentos, sendo que o lugar sinônimo de rock em Curitiba, era a Pedreira Paulo Leminski.

Admiradores que somos de sua obra e sua contribuição para nossa formação de pessoas pensantes, resolvemos homenagiá-lo nesse festival chamando de BARULHO LEMINSKI.

Esse é o primeiro festival que fazemos, no espirito " faça-voçê-mesmo" e com a principal função de contribuir para divulgar a arte alternativa-música,performance,poesia...como também celebrar.

Voçê que não conhece-LEIA.....voçê que já conhece-LEIA DENOVO!!

"...DISTRU....DESTRAB....DIGO...DISTRAÍDO, VENCEREMOS!!"

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

PrasBandas no Enfoque, muito bom!

Getulio Guerra + Edes de Souza (Organizadores do PrasBandas - Mostra Itinerante de Arte Curitibana) são entrevistados por Viviane Rachinski do Programa Enfoque da TV Educativa Paraná, às vésperas do PrasBandas 6, que rolou dia 6 de Dezembro de 2009 na Praça da Liberdade no Bairro Alto, Curitiba/PR. Site: www.prasbandas.mus.br