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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cacique & Audac no James



Fui no James meio que pedir desculpa por ter perdido o Audac no Cine Jóia. Bom, sou suspeito pra falar do Audac, mas vou... Antes teve o Barra Forte, um “projeto” novo dos conhecidos Cassiano, Andreza Michel, Babi Age, Rafael Martins e André Tobler. Lá, na hora, chamava Cacique, vai saber...

O fato é que o Cassiano merece honra ao mérito por muitos anos de serviços prestados ao rock. Magog, Bad Folks, Barbária... Imagino se o Daniel estivesse por aqui... Mas, bem, com o Rafael, a Andreza, o André, Babi... era bem difícil dar erro. E não deu. Uma massa sonora concisa e recheadíssima de referências. Belas canções. Fecharam com Step on do Happy Mondays, numa versão pra lá de punk: “don't you know? he can make you forget you're a man, you're a man, you're a man..."

Bom, daí veio o Audac. Perdi em São Paulo. Tava comendo sardinha crua num boteco Japa na Liberdade... Mas, o que perdi! Desde a última vez que vi o som delas e deles evoluiu muito. Ainda não tinha visto com o Pablo e o Ale. SEN - SA - CIO - NAL. Uma doçura amarga escorre do palco e as pessoas ficam atônitas, hipnotizadas.

Recomendo fortemente.

Não será beeem, assim, um painkiller, mas você vai perceber do que é feita sua dor, o que já é um grande passo.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Perdi o Audac, mas o Tame Impala valeu a viagem

Na fila do Cine Jóia quarta-feira passada, conversei com várias pessoas. A um deles disse que esse texto estaria no blog no dia seguinte e ele disse que iria ver. Não tava.

Fui pra SP e perdi o Audac. Lesera curitibana de não imaginar que o horário do panfleto era o do show principal. Não que me falte ouvir Audac, mas naquele puta palco seria mais que excelente.

Bom, o show do Tame Impala foi muito, mas muito bom. O som deles flui com um pé na bicho-grilagem setentista, mas sem qualquer datação de carbono. Enfim: fui, vi e curti!

É minha banda preferida do momento desde o ano passado.

As fotos que tirei estão no face.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Meu roteiro para a Virada Cultural

Nossa, quanta coisa! A programação chega a ser cruel. Ano passado perdi coisas legais como a Sandra de Sá e Hermeto Pascoal. Claro que vou perder coisas ótimas de novo. Então resolvi estabelecer um roteirinho pessoal para tentar não me arrepender (muito) depois.

Além do mais me inscrevi na maratona fotográfica e quero tirar fotos ótimas e participar da minha maneira da Virada.

Sábado 05/11

Bom, meu roteiro começa antes da própria virada. Quero ver a peça A Pereira da Tia Miséria do Núcleo Ás de Paus que é de Londrina. Uma das apresentações será às 10 da manhã de sábado na Praça Santos Andrade.

Depois devo seguir para o TUC pegar minha credencial para a Maratona Fotográfica e cair no mundo, que eu mereço!

Às 13 horas de sábado, no palco da Riachuelo (o mesmo que apresentou o Paulinho da Viola e o Erasmo Carlos no ano passado) tem o show do Almir Sater. Ele é um virtuoso do violão e viola, e tem prestado grandes serviços à música brasileira e mundial. O cancioneiro caipira, do sudoeste e centroeste brasileiros têm no Almir Sater um dos melhores divulgadores. "O sabor das massas e das maçãs, o sabor das manhas e das manhãs...."...

Durante a tarde devo passear pelos outros palcos, o De Inverno no Pepers, o Ruído nas Ruínas no Museu Paranaense, etc.

Ás 16 horas tem o Maxixe Machine no Palco Riachuelo (aliás, só esse palco já vale o fim de semana todo). Mais um rolê pelos palcos diversos e estar de volta às 7 da noite para ver o Marcelo Jeneci, que é muito legal. Passear mais uma vez e voltar às 10 da noite para ver o Jair Rodrigues. Se cantar disparada valeu o show!

Depois eu vou pro Café Parangolé ver o Klezmorim e discotecar na madrugada. Meu set deverá ser depois das duas da manhã e vai ser de sons nacionais e latinos atuais.

Domingo, 06/11

Se eu acordar a tempo, quero ver Sá e Guarabira ao meio dia nas Ruínas. Acho até que suporto “Te amo espanhola” se rolar “Alucinante Alice”. Vamos torcer.

Às três da tarde volto pro Palco Riachuelo para ver o Ultraje, depois de tanto tempo...  VAMO AÊ!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Caderno G: Um espelho do mundo contemporâneo

Do Caderno G (rpc.com.br)

“Tudo o que eu faço, no que diz respeito à música, tem a ver com o blues”, diz o compositor Koti

O músico e compositor Klaus Koti, paulista radicado em Curitiba, dedica-se integralmente à criação nos projetos O Lendário Chucrobillyman Monobanda Orquestra e Os Penitentes

Publicado em 24/10/2010 | MARCIO RENATO DOS SANTOS

Klaus Koti dedica todo o seu tempo à música e tem receio de um dia não encontrar mais sentido na arte. “É só um temor. Mas será que sempre vou ter gás para seguir fazendo música?”, pergunta-se o cantor, músico e compositor de 30 anos, com mais de uma dezena de álbuns gravados. Ele já compôs uma centena de canções. Apresentou-se em inúmeros palcos, de Belém (PA) a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Koti tem diversos projetos. O mais conhecido é a proposta artística na qual ele se apresenta sob o nome de O Lendário Chucrobillyman Monobanda Orquestra. Trata-se de uma performance solitária: ele toca instrumentos de percussão ao mesmo tempo em que empunha uma guitarra, ou viola caipira, e ainda canta. Neste ano, ele participou do programa Experimente, exibido no canal Multishow, e o resultado foram cumprimentos e elogios nas ruas, além de convites para shows em diversos pontos do país.

O paulista de Itararé demonstra ser, realmente, inquieto e produtivo. Dia desses, encasquetou que iria fazer dez canções em menos de 24 horas. Detalhe: a meta seria elaborar letras e melodias. O resultado virá à tona ainda em 2010, por meio de um álbum da banda Os Penitentes, da qual ele é o líder.

Koti não para, e demonstra ter vontade permanente de ampliar os horizontes. Foi esse impulso que fez com que deixasse Itararé para morar em Curitiba, durante a década de 1990. O objetivo era estudar. Cursou Desenho Industrial no antigo Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet) e bacharelou-se em Gravura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap). Mas, entre uma e outra aula, aprendeu, sozinho, a tocar diversos instrumentos musicais, de guitarra havaiana a bumbo.

Entre 2000 a 2004, Koti fazia parte da banda Handevu, e o repertório autoral chamou a atenção de curiosos e observadores da cena musical. A morte inesperada de um dos integrantes do conjunto deixou o compositor abalado e fora do circuito de shows.

Mas ele não ficaria sem tocar.

A partir do exemplo do músico norte-americano Hasil Adkins (1936-2005), que era “uma banda de uma pessoa só”, ele teve a inspiração para criar o O Lendário Chucrobillyman Monobanda Orquestra.

Desde 2005, Koti segue a fazer música e já esteve envolvido com muitos cantores, bandas e movimentos sonoros. No momento, ele também participa de uma outra iniciativa, o duo Thee Lo-Hi’s, ao lado de Carol, integrante do grupo As Diabatz.

Koti, que parece ter dificuldade para permanecer parado, anuncia que pode sair, temporariamente, de Curitiba. Pretende fazer um curso de pós-graduação em São Paulo. Mas voltará para a capital do Paraná, para ele, um bom lugar para viver.

Já excursionou pela Europa. Rodou um longa-metragem (que precisa ser finalizado). Realizou videoclips. O músico conta que sente necessidade, orgânica até, de compor as músicas que, como ele diz, pedem para serem feitas.

De alguma maneira, o músico justifica o fato de ter cursado Gravura na Belas Artes: ele diz ter um método. Em um primeiro momento, ele imagina uma cena. Por exemplo, uma cidade onde os mendigos podem fazer tudo. Ou, então, uma estação rodoviária, na qual um homem é baleado. A partir das imagens, surgem as canções. Koti também fala, em suas letras, daqueles que se perdem pela vida ou se embriagam em oceanos de uísque.

O cronista urbano não sabe o que o futuro dirá, mas, enquanto isso, segue a fazer o registro do que se passa pela sua cabeça, que reflete o mundo contemporâneo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Um cardiologista amigo, um amigo cardiologista

Algo bastante recomendável no meu círculo boêmio de amizades seria um amigo cardiologista. Cervejeiros militantes, fumantes, apreciadores das iguarias mais calóricas e lipidinosas, somos de um grupo de risco muito arriscado. Mudaríamos o ideal “live fast, die young” para “live fat, die... whenever”.

Mas esse amigo não poderia ser um cardiologista muito sensato. Teria que entender seu eleitorado e não fazer exigências muito descabidas como proibir feijoadas, rabadas, dobradinhas, ou vetar costela cheia de sal grosso pingando gordura.

Uma das coisas que afasta as pessoas dos médicos é o medo de que eles façam seu dever e recomendem obscenidades como parar de beber, fumar, se estressar, entre outras inconfessáveis. Por isso esse cardiologista deveria ser razoável com quem desfruta a vida sem piedade dos seus órgãos internos.

Essa cara existe. Pior (melhor!), com exceção do tabaco, tem uma dieta, uma militância cervejística e a circunferência abdominal semelhante aos grandes gourmets e bom vivants do meu convívio.

Com grandes tiradas, ele diz sobre seu trabalho: “quem vai me levar a sério se eu recomendar dieta?”. Quando falam para ele se exercitar ele responde indignado: “eu carrego 100 Kg pra cima e pra baixo o tempo todo e você acha que eu não faço exercícios?”. Ainda no campo humorístico, poderia dizer que ele “entende as coisas do coração” e que os cegos estariam fora de qualquer risco, pois “o que os olhos não veem o coração não sente”.

Bom. Até agora não tive nenhum problema cardíaco e entendo (torço, na verdade) que os fatores de risco nem sempre se revertem em estragos. O fato de a seleção Brasileira ser dirigida pelo Dunga comprova isso (até agora). Também não sou muito de frequentar consultórios e, portanto, minha amizade com o cardiologista está só no campo da amizade, por enquanto.

Mas é bom poder contar com um profissional assim tão sensato que entende que não há como sentar para tomar “uma” cervejinha. Por uma só eu não sento!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Banda paranaense Gruvox estreia na MTV clipe gravado em Londres

Da coluna Sobretudo na Gazeta do Povo

Foto: Divulgação / No sentido horário: Walmor Goes (guitarra), Rodrigo Genaro (bateria), Carlos Alberto Lins (baixo) e Flávio Jacobsen (voz e guitarra)

Mais um grupo paranaense estreia videoclipe neste sábado dia 1º de maio, na MTV. A banda Gruvox, formada pelos veteranos da cena curitibana Walmor Goes (guitarra), Flávio Jacobsen (vocal e guitarra), Carlos Alberto Lins (baixo) e Rodrigo Genaro (bateria), apresenta o vídeo da canção “Demasiadamente Humano”, dirigido pelo também paranaense Renato Larini.

A produção foi realizada durante a passagem de Flávio Jacobsen pelo Reino Unido, no final de 2008, e é parte dos trabalhos que o grupo vem realizando sobre seu mais recente álbum, “Tudo que se Pode a Zero Grau” (Discos Voadores Studios, 2009), o terceiro de sua trajetória, iniciada em 2003.

O diretor paranaense Renato Larini finalizou o vídeo recentemente em São Paulo, e prepara mais um trabalho sobre outra canção da banda, igualmente gravado em Londres, a ser finalizado em breve. Larini vem se destacando como um dos grandes talentos da animação e do audiovisual brasileiro atual. Confira parte do seu trabalho em www.antifonia.com.br.

O clipe vai ao ar neste sábado, no programa MTV Lab BR, que começa às 11h, com reprise domingo às 10h30 e 2h30.

Mais informações pelo site http://mtv.uol.com.br/estreias.
O som do Gruvox você confere no www.tramavirtual.com.br/gruvox.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Nilton Bobato lança novo livro em Curitiba

“Um brinde a três amigos” é o quinto livro do escritor, professor e vereador Nilton Bobato

Curitiba recebe neste dia 30 de abril, às 19h30, no Palacete Wolf, o escritor de Foz do Iguaçu, Nilton Bobato, que lançará o seu novo livro “Um brinde a três amigos”. O escritor que acaba de lançar o seu quinto livro em Foz do Iguaçu, traz para Curitiba a antologia que reúne as suas principais produções poéticas, presentes nos livros independentes Risos da Fronteira (2003), Prato Feito (2005) e Sobremesa (2008). Além das poesias já publicadas, selecionadas pelo escritor Roberto Medina, o autor publica neste livro cinco poemas inéditos: o brinde.

Assim como nos demais, a poesia de Nilton Bobato revela as singularidades humanas no mundo, as angústias,a provocação, suores, lágrimas, sorrisos e amores envoltos pela rebeldia. Sem a preocupação com o estilo e a forma, a poesia de Nilton Bobato manifesta, de forma única, as impressões do autor sobre o tempo, marcadas pela inquietude, reflexão, rebeldia e humor.

“Os poemas traduzem o estado momentâneo de humor, amor ou ódio, que caracterizam o cotidiano”, relata Bobato.

O diferencial de o “Um brinde a três amigos” é seu desejo de estar no mundo através do registro definitivo, pois desde Risos da Fronteira (2003), a poesia de Nilton Bobato esteve impressa em livros artesanais, com acesso limitado em função da pequena quantidade de exemplares. Mas este livro tem um outro significado para o escritor: a constatação de que é impossível controlar o vício pela poesia. “Na essência, a publicação deste livro revela uma contradição a uma promessa que havia feito a mim mesmo: não publicar mais poesia depois de Risos da Fronteira. Tentava controlar um vício”.


Para quem gosta de poesia: Tin!Tin!.

Sobre o autor:

Nilton Bobato, nascido em 1967, reside em Foz do Iguaçu, no Paraná, desde 1980. Professor de língua portuguesa. Atualmente (2009/2012) exerce o mandato de vereador pelo PCdoB, eleito com 2.185 votos. É autor de Risos da Fronteira (poesias e contos – 2003), Prato Feito (poesias – 2003), Prosa de Sacada (contos – 2005) e Sobremesa (poesias – 2008). Em 2006, recebeu uma menção honrosa do Concurso Nacional de Poesias Helena Kolody, com o poema “O muro e o corpo”. Em 2007, foi o único brasileiro a integrar a antologia latino-americana de poesias “Poetas de Cara Al Siglo”, com autores de 9 países.


O MURO E O CORPO

Queria descrever o muro
Contar como é alto
Divide a escola
Separa a vila
Mas do lado de lá do muro
Muro alto
Que divide a vila
Separa a escola
Há um corpo
Não um corpo qualquer
Um corpo alvejado
Alvejado de balas
Balas de grosso calibre
Um corpo inerte
Um corpo morto
Um corpo de 11 anos
Alvejado atrás do muro
Do lado de lá da escola
Na divisa da vida
Por vingança
Sem presente
Agora sem passado
Só mais um corpo
Um corpo de 11 anos
Só 11 anos
Atrás do muro alto

(Menção honrosa Prêmio Nacional de Poesia Helena Kolody – 2006).

--
www.niltonbobato.com.br
http://niltonbobato.zip.net
http://twitter.com/nilton_bobato

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Zequinha e seu fusquinha

Nosso amigo, camarada, José Ferreira Lopes (Dr. Zequinha) está faceiro com seu fusquinha meia quatro. A foto não mente! Parece um piá, de volta aos anos 60.

Zequinha é médico, presidente do PCdoB de Curitiba e diretor do Sindicato dos Médicos no Paraná. Para pegar carona no possante bólido de 1.200 cilindradas só com espírito revolucionário.