quarta-feira, 22 de julho de 2009

Antes, a festa

Rádio Tirana no ar há dois anos!

A festa Tirana comemora dois anos com uma edição especial no próximo sábado, 25 de julho. Desde o fim de julho de 2007, essa festa vem se firmando como um espaço de música dançante inovadora, ousada, revolucionária.

O nome da festa vem da rádio albanesa que transmitia para todo o mundo e auxiliando inclusive os revolucionários que combateram na Guerrilha do Araguaia. Tirana é o nome da Rádio e da Capital da Albânia.

Sob o comando do “camarada” dj Ivanovick, a festa conta sempre com convidados especiais, que tocam o melhor do indie rock e eletro atuais, com sets especiais de new wave, pós-punk, disco, 60’s, tropicália, soul, etc. Enfim, o que vale é a qualidade do som.

Nesta edição especial, a festa vai ter o retorno da dupla Márcia Bley e Rodrigo Lino, que participaram de várias edições da festa em 2007. Também tocam os parceiros do Our Gand, Ale (Copacabana Club) e André Sakr.

Apareeeeeçam!

domingo, 21 de junho de 2009

A vida de cão, na luta por um brasil melhor

Camponês relata morte de 4 guerrilheiros
"Eles já sabiam que iam matar", diz homem que levou militares ao local onde ocorreu a chacina que fez guerrilha do Araguaia ruir

Nelson Cortes, que pede indenização da Comissão de Anistia, afirma ter servido à força militares em busca de militantes na floresta

SERGIO TORRES * Folha de São Paulo - Domingo, 21/06/2009
ENVIADO ESPECIAL A SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA (PA)

Considerado por historiadores o momento em que a guerrilha ruiu de modo definitivo, a chacina da noite do Natal de 1973 teve uma testemunha que ficou calada por 36 anos e meio.
Localizado pela Folha na região do Araguaia, Nelson Miranda Cortes, 75, disse ter ensacado e colocado dentro de um helicóptero os corpos de quatro guerrilheiros metralhados. Um deles, contou, era Maurício Grabois, comandante militar do movimento organizado na selva amazônica pelo então clandestino PC do B.
Os cadáveres jamais apareceram. Foram enterrados, segundo Cortes, em uma base do Exército na área chamada de Bacaba, margem esquerda da rodovia Transamazônica, sentido Marabá (PA), ainda hoje a principal cidade do Araguaia.
A matança ocorreu na localidade de Grotão dos Caboclos, entre os hoje municípios paraenses de São Domingos do Araguaia e São Geraldo do Araguaia. Já em debandada pela floresta que então cobria a região, os guerrilheiros marcaram um encontro no lugar, na tentativa de reagrupar as forças e escapar do cerco militar.
Cortes, aos 40 anos, era um dos guias das tropas de profissionais do Exército e da Marinha que percorriam o Araguaia. Recrutado, segundo ele, à força, passou dois anos e seis meses como mateiro a serviço dos militares. "Eles estavam em cima de um morrinho, preparando comida, abrindo um jabuti. Os militares atiraram na certeza que estavam matando. Eles já sabiam que iam matar", disse o lavrador, que ganha R$ 460 de aposentadoria e reivindica indenização na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça por supostos maus-tratos por parte dos militares.
Cortes conta que os guerrilheiros sabiam que estavam sendo perseguidos por quatro colunas militares ("uns 20 e tantos homens"), mas, famintos, não tinham como reagir.
Mesmo assim, quando os militares atacaram, muitos conseguiram escapar, entre eles Osvaldo Orlando Costa, o Osvaldão, mais famoso comunista do Araguaia. Osvaldão foi morto cerca de um mês depois.
Após a chacina natalina, o guia disse que viu quatro corpos, dos quais identificou os de Paulo Rodrigues e de Ari (Arildo Airton Valadão). Na identificação de Ari, ele pode ter se confundido. A vítima pode ter sido o guerrilheiro Amaury (Paulo Roberto Pereira Marques), desaparecido naquele Natal e que estava no grotão.
Cortes viu ainda dois corpos de homens. Não os conhecia. Mas um deles "era um velho", que os militares identificaram como Maurício Grabois, o Mário, chefe da organização.

Indenizado diz que agora terá vida tranquila
DO ENVIADO A SÃO DOMINGOS
DO ARAGUAIA (PA)
Até o fim da vida, o camponês Raimundo Morais da Silva, 71, receberá por mês o equivalente a dois salários mínimos (R$ 930). De uma só vez, o governo pagará a ele a quantia de R$ 107.492,50. A Comissão de Anistia concluiu que Silva "foi preso, torturado, humilhado na frente do filho e obrigado a abandonar a sua terra". (ST)


FOLHA - O que aconteceu com o sr. durante a guerrilha?
RAIMUNDO MORAIS DA SILVA - No tempo da guerra eu sofri. Não sei nem como escapei. Eu e mais dez irmãos sofremos demais.
FOLHA - Sofreu como?
SILVA - Tomaram o que eu tinha, me botaram na rua. Morava na roça, destruíram tudo, botaram tudo abaixo.
FOLHA - Mas o sr. tinha ligações com os guerrilheiros?
SILVA - Diziam que a gente estava ajudando os paulistas.
FOLHA - E ajudava?
SILVA - Eu via eles. Eles tomavam água lá em casa.
FOLHA - O sr. está satisfeito com o dinheiro?
SILVA - Estou. Com esse dinheiro vou viver tranquilo o resto da minha vida.


Operação sumiu com os cadáveres, dizem antropólogos
DO ENVIADO A SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA (PA)
Antropólogos argentinos encontraram em 1996 indícios no Araguaia de uma "operação limpeza" para o sumiço dos cadáveres dos guerrilheiros mortos por militares.
No relatório à Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos do governo do então presidente FHC (PSDB), que os contrataram, os antropólogos relatam que a cova improvisada na floresta foi reaberta após o depósito dos cadáveres. Em 1997, a mesma equipe localizou na Bolívia os restos mortais do guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara (1928-1967).

Lavrador não indenizado diz que vai recorrer
DO ENVIADO A SÃO DOMINGOS DO
ARAGUAIA (PA)
O lavrador aposentado Joel Rodrigues de Souza, 65, chorou ao saber que não estava na lista de contemplados com a indenização do governo. Ao lado da irmã Edna, 59, que também não foi beneficiada, ele disse que vai recorrer da decisão. Edna diz que também não desistirá. Ela relatou ter sido estuprada por militares. (ST)


FOLHA - O que aconteceu com o sr. durante a "guerra" [modo como o combate à guerrilha é chamado na região]?
JOEL RODRIGUES DE SOUZA - Perdi o barraco, fiquei 90 dias na cadeia, levei choque nas mãos e na orelha. Passei 13 dias sendo torturado.
FOLHA - Por que fizeram isso?
SOUZA - Me chamavam de terrorista.
FOLHA - Mas o sr. tinha ligações com os guerrilheiros?
SOUZA - A gente facilitava as coisas para o Paulo, o Juca, a Dina [como alguns guerrilheiros eram conhecidos na área], eles eram médicos.
FOLHA - E agora?
SOUZA - Não perdi a esperança. Ainda escuto pouco do ouvido esquerdo. Vou pedir novamente [a indenização].

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A segunda Tirana de novembro


Bom, dia 08/11 foi bem legal, mas o Kako tava em SP e a Valéria doente. Eu mi fudi.



Tinha bastante gente legal e o clima tava ótimo, mas tocar sozinho a noite toda não é fácil. Tem horas que parece que a gente vai travar. Fora a dificuldade de pegar alguma coisa pra beber e pra ir no banheiro.

Mas foi legal e no dia 29 todos vão voltar.

Apareçam!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Duas Tiranas em novembro

Olá gente.
Vamos ter duas festas em novembro, e talvez em dezembro também.

A primeira será agora no dia 08 (sábado) a segunda lá no fim do mês.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Outubro chegou

O banner de outubro tá aí em cima. Modéstia a parte é um dos mais bonitos que eu já fiz. A Valéria tá doente, então talvez eu toque só com o Kako, o que não é pouca coisa. Mas aquela coisinha falante e efusiva faz falta. Anyway....

Tava pensando em transformar esse blog num blog de verdade, visto que estou voltando a escrever com uma certa frequencia (sem trema). Talvez faça um blog novo...

Em breve novidades no Parangolé e no 92 graus. Diversificando minhas atuações (ahuááááá).

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Setembro

Ainda na correria e na loucura, mas por pouco tempo.

A festa promete.

Apareçam!